quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Pedaços de Saudade

Sonho contigo acordado
acordando a dor da distância,
longe de um beijo esperado
morrendo na dolorosa ânsia,
de ter-te docemente por perto.
Morro de desejo, à beira,
de um abismo que me chama,
vivendo neste destino incerto
quero aquela que é nossa cama,
quero aquele que é perfeito,
aquele encontro no nosso leito.
Onde moro não sei,
onde moras tenho certeza
que em tudo que te dei,
nos pedaços do meu coração
encontras pedaços de ti
pois onde moras eu sei.
Tão perto de mim
em meus pensamentos a sós,
contigo noites sem fim
peço-te onde somos nós.
Nas minhas veias correm
sangue de paixão e loucura,
vejo nos meus dias que morrem
o desejo de ti nesta amargura,
de te querer nos dias que correm.
O desejo de te ter, aumenta
a saudade e esta agonia,
por ti chamo para matar
a saudade do teu ser,
devolvendo a luz à minha alegria.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Saudade

Enquanto os dias passam por mim,
peço a uma vontade, um desejo,
que dessem enfim um fim
à sede do desejo e vontade do beijo.
Porque é que vivi sem razão,
na razão que te querer ter
pedindo ao meu coração,
a chama viva do teu querer.
Meu olhos chamam por ti
em lágrimas se reduzem,
mar de lágrimas, em que senti
a falta de ti, que produzem.
Se minhas lágrimas são tuas,
são lágrimas de saudade
pois vales mais que estas nuas,
lágrimas de pura verdade.
Não te esqueças do que fui
nesta maldição de vida,
que não me quer por perto,
que chora na hora da partida,
tornando mais certo
este destino magoado,
separando-me de ti na despedida
e encontrando contigo num fado.
Quis Deus que os olhos teus,
prendessem eternamente,
o brilho dos olhos meus
dona do meu corpo e mente.
Não quero esquecer-te,
não te quero distante,
quero te perto, ter-te,
em meus braços como dantes.






quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Devolve-me

Sei que docemente vais passar
por este lugar que chama o teu nome,
nessa doce forma de chegar
vais matar essa sede que te consome.
Por onde andas, chamo por ti
não te vejo e nesta ânsia de chegares
quero te mais do que a mim,
posso correr por muitos Luares,
sem ti, as noites não têm principio
e eu não encontro o fim.
A dor já encontra o que outrora
abandonara sem qualquer temor,
onde estás? Não te encontro agora,
para matar esta angustia que trás a dor.
Por um dia ou por um segundo
devolve-me aquela alegria,
devolve-me aquele sentimento profundo
naqueles segundos de magia.
Caio nas lembranças e até elas,
deixam-me o peito mais dolorido
por não te ter e ter-te nelas,
sem te ter elas não perdem sentido.
Pois por mais que eu queira
juntar-nos para um momento,
o destino teima e contraria
toda a minha vontade e sentimento.
Sinto-me só com esta amargura
com este meu peito dolorido,
tenho sede dessa tua alma pura
e sem ti a minha vida perde sentido.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Momentos de ti

Onde procuro, sem ver,
na noite escura que atravesso,
passo nas ruas, onde peço
à loucura de te ter
nas noites escuras que atravesso,
um beijo à face do teu ser.
Saudades da tua boca
sede de te ter em meus braços,
nesta vontade quase louca
pedindo aos meus cansaços
que matem, esta que não é pouca,
sede de te ter em meus braços.
Sina minha ou maldição
renego à vida uma hora,
só para ter-te no meu coração
para não te deixar ir embora.
Como a vida quer à vida
quero-te como o sal quer o mar,
por mais que seja curta ou comprida,
nunca todo sal me conseguirás tirar.
Nas minhas veias corre o teu nome,
minha voz chama por ti a toda hora,
és a saudade que me consome,
a alma que nas noites por ti chora.
Na Lua que é tão nossa
gravamos os nossos desejos,
desejo que um dia possa
dormir embalado nos teus beijos.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Contigo

Por entre mares e marés
por entres rios e colinas
diz-me o que sabes, quem és,
porque é que nos sonhos me dominas.
O vento trás o perfume 
fragmentos de lembranças,
do Luar já é costume 
abraçar nossas esperanças.
Se não sinto,
desminto,
digo que não minto
ao dizer que me devoras,
todo o meu ser
todo o meu querer,
está em ti a toda hora.
Tenho ciúme do vento
que passa por ti,
da água que lava
os teus sentidos
fazes minha sorrir,
sempre que dava
as sete baladas
do nosso encontro
onde davas,
tudo o que tinhas
e o nosso prazer encontravas.
Pelos teus olhos cor de mel,
pela tua voz doce e suave
aquilo que em mim é teu,
bate levemente sem que pare,
Alimentando esta chama esquecida,
desta paixão que no vento que fomos
deixar que a minha, tua, nossa vida
desenlaçasse em tudo aquilo que somos.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Esperança

Sentir um abraço onde dás
tudo o que te dou minha querida,
não sei o que a vida me trás
mas sei que serei teu para toda vida.
Vivendo vou levando no destino
todo um passado que não esqueço,
se por loucura estás no meu caminho
encontro-te nas noites que atravesso.
Nas vagas de um mar de tempestade
minha alma vagueia docemente,
se tudo o que dizes é verdade
que eu viva no futuro eternamente.
Entre o mar, a noite e a lembrança,
sinto perto o teu calor e em seguida
por nosso amor fico na esperança
de seres minha para o resto da vida.


terça-feira, 15 de novembro de 2011

Vagueando

Lutando e pensando a maneira
de encontrar uma saída de emergência,
tenho um abismo mesmo à beira
do limite da minha consciência.
Atingindo finjo que não penso nisso
mas pedindo que pare com isto,
quero a paz que tanto preciso
na dor, refugio, eu insisto,
na felicidade sou submisso.
Acreditava na descrença de acreditar,
metaformicamente acreditando,
na desdita que podia ditar
a forma contrária que eu ia contrariando.
Por mais tempo que eu conte
na esquina de um sonho dourado,
queria eu morar de fronte
da felicidade, já que tão magoado,
sigo por entre ruas dezertas
à procura de um pequeno nada,
que me possa trazer incertas
as certezas desta alma magoada.


quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Saudade

Porque é que a vida não nos une?
Procuro por ti todas as horas,
da nossa distância, negro ciúme,
consome-me a alma noite fora.
Solidão dói no peito, onde tu,
não estás e demoras,
tão longa a dor na tua ausência
neste coração onde tu moras.
Queria ter-te ao menos por um segundo
para matar a saudade desses lábios,
onde num sentimento mais profundo
mato a saudade que me mata,
já diziam os sábios.
Quando os meus olhos encontram
a doçura dos teus, onde me perdi,
encontro-me onde os meus nunca pensaram
ter a felicidade que enfim percebi.
Porque é que o destino roubou-me
ao menos um abraço teu,
a tua essência abraçou-me
no leito do que não aconteceu.
Chamo por ti imploro, por tudo, 
grito às nuvens no céu sem fim,
que como o vento corre o mundo
traga o teu corpo até a mim.
Olha para o céu e dá um sorriso,
nem a estrela mais brilhante,
tem o brilho, que eu preciso,
do teu olhar de diamante.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

É muito e

Não há qualquer explicação,
é voar para além do mundo
com os pés no chão,
por ti, sentimento profundo.
Sinto a tua falta,
quero-te aqui,
essa tua alma,
junto à minha sorri.
Queria-te pela noite fora,
saciando esta paixão ardente,
procuro por ti a toda hora
sem ser inconscientemente,
cada segundo que passa
chamo o teu nome, num grito,
dentro de mim não há quem faça
apagar a tua memória e tenho dito.
Fica nos meus braços só mais um instante,
aquece o meu peito com o teu calor,
deixa-me ouvir esse batimento constante
desse teu coração que não tem preço nem valor.
É mais que magia
juntos num misto
de paixão e loucura,
essa tua alegria,
contagia-me os sentidos
com a tua alma pura.
És Deusa de sonhos,
és Diva dos meus dias,
és a Paz em pesadelos medonhos,
com os teus olhos deliro, de paixão,
a minha alma contagias.
Não basta ter-te assim
a minha alma pede mais
esta paixão que sinto em mim
não passa, esquecer-te, jamais.
Recordação de toques na tua pele doce,
que às minhas mãos dão sentido,
desejaria o teu  corpo aqui
ou fosse onde fosse
eu dar-te-ia noites, que,
eu próprio nunca tinha tido.

Procuro nas nuvens o desenhos risonhos
mas não há nada mais lindo, na verdade,
as nuvens são como os sonhos
e tu és e foste única, essa é a realidade.

domingo, 30 de outubro de 2011

Sem saber

Poderia perder o anoitecer,
poderia perder um Luar
mas não poderia perder
o momento de te abraçar.
Dias e noite perco-me a procurar-te,
vou ao teu encontro à corrida
é mais que um sonho poder beijar-te,
é tão dolorosa a tua partida...
Queria ter-te pela noite fora
no amanhecer dos meus dias,
ter-te ao meu lado a toda hora
e compartilhar contigo as minhas alegrias,
são momentos de ternura
ao teu lado, nos teu braços
entregues à nossa loucura,
beijos, carinhos, mimos e abraços,
aquecem-me a alma, a tua alma pura.
Sinto-me completamente
aquecido na chama
que me chama de alma, corpo e mente,
para o teu lado na cama.
Ser feliz é viver ao teu lado,
consumir-me de inspirações
sou um homem apaixonado,
concluindo os refrões
completamente vidrado,
na tua doce forma de ser
quero-te nem que seja
para estar calado.
Olhando nos teus olhos de magia
é mágico quando olhas nos meus,
obtenho a tua alegria
e digo que estes versos são teus.
Minha Musa inspiradora
minha Deusa divinal,
canto pela noite fora
sem ter um ponto-final.
Quando te digo não minto
que me dás volta ao Tico e ao Téco,
não é mentira eu sinto
e se mentir peco.
É pecado omitir
o que sinto por ti,
se não estás a sentir
mesmo assim eu sinto-te aqui.
Perdição, meu pecado original,
estar ao pé de ti é mais que uma emoção,
por Deus que não haja ponto-final
porque assim também para o meu coração.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Ter o prazer

Relembrar e lembrar de um dia
que não cabe no esquecimento,
sorrir ou apreciar a tua alegria
por teres ao meu lado a todo momento,
mais que segundos de magia.
Faz-me flutuar por entre o teu corpo,
fazes-me sonhar para além do infinito.
do meu mar és o meu porto
dos meus sentimentos, o mais bonito.
Vou descontrair e entregar-me
a este sonho sem querer acordar,
só para poder imaginar-me
ao teu lado para te poder beijar,
aquecer-me no teu corpo toda noite,
sem que o frio me faça acordar.
São plenos segundos sem explicação,
que ao teu lado dão sentido à vida
vão explodindo no meu coração
esta loucura no meu peito sentida.
Deixar de sentir prazer é impossível,
deixar de sentir o teu calor é tortura,
esse teu corpo perfeito e irresistível,
que ao me entregar é entregar-me à loucura.
Deixa-me sentir esse bater acelerado
do teu corpo colado ao meu,
com as nossas almas unidas, nem o céu,
é limite no nosso presente, futuro e passado.
Não há limite, penso em ti em todo lado.
A tua mente viaja em mim,
a minha mente viaja em ti,
este sentimento que não tem fim,
é demasiado e eu nunca conti
é tão bom querer-te assim
fico longe do mundo,
fico longe de mim.



quarta-feira, 19 de outubro de 2011

À espreita de...



Sem saber, sabendo que sabias

que em mim existia 

muito mais do que eu via

serás que eras e és a única que vias.

De todas as estrelas no céu 

és a minha estrela guia.

No mundo meu

é virado ao contrário,

para viveres nele comigo

resistir-te é impossível

não consigo.

Olhar para a Lua lá no alto

à espreita de uma paixão enlouquecida,

não momento mais feliz na vida 

que chegar à Lua contigo num salto.

A felicidade quando vem, nunca sozinha,

veio contigo como a criação,

de uma inspiração escondida, na minha,

vida e dentro do meu coração.

Saberá o Além a mitologia perfeita

dentro de tão grande mistério,

a minha mente crê e aceita

seja qual for o critério,

entender que uma alma, sem destino

tem sempre uma alma gémea,

faz saltar de dentro o instinto

natural, entre macho e fêmea.

Perguntar ao desconhecido

o que ele próprio desconhece,

dentro de um sentimento sentido

são sentimentos que,

o sentimento não esquece. 

Mesmo a própria sabedoria

não consegue descrição perfeita,

para um sentimento que, de noite e de dia,

não cessa e comigo se deita.

Navegando por muitos mares

sonhos em diferente cenário,

pedindo a todos os lugares

o meu mundo ao contrário. 






domingo, 16 de outubro de 2011

Procura-me

Entre o céu e o mar,
entre o horizonte e a terra,
não há mais lindo olhar
que o teu olhar encerra.
O tempo não esquece
a nossa alma aquece
na paixão, chama ardente,
pois nosso momento, esse,
tenho o teu corpo docemente.
Mata-me de prazer
leva-me daqui para fora,
pois aqui não hei de saber
o sabor da tua boca, embora,
nesse corpo tão perfeito
que a perfeição não se ilude,
ter-te perto do meu peito
e ter-te com a virtude
de saber desejar-te,
prazer sem igual
poder abraçar-te
essa pele surreal,
faz o meu "eu" delirar
com o sabor da tua boca,
a minha alma quase loca
espreita lá fora o Luar.
Ando sempre à procura
de uma forma de te encontrar
e dentro desta loucura,
hei-de sempre achar,
na forma de um verso formado
por palavras entrelaçadas
uma forma de veres amado,
o teu corpo nas madrugadas.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Quando essa voz

Entra-me pelo ouvido,
como uma doce melodia
acalma qualquer sentido,
é a lua da minha noite
dando brilho ao meu dia.
Diz-me que é verdade,
se é mentira não sabia.
Ter-te em sonhos e na realidade
faz da realidade um sonho,
é o ir para além da felicidade
na realidade de um sonho.
Esperar pelas horas incertas 
na certeza de te ter
para ter esta loucura que despertas,
mesmo sem saber
vai para além do querer
ter-te em horas certas.
Levas-me para além do prazer
quando me falas ao ouvido,
sentimentos, não sei descrever
é maior que algo que tenha vivido.
Desculpa se eu reparei
em algo que tem beleza,
sou atento e encontrei
algo lindo de certeza.
Tenho palavras contadas,
tenho lembranças na cabeça
de duas almas apaixonadas
que este mundo não mereça.
E no mesmo refrão
um sentimento diário,
pedindo ao coração
que vire o mundo ao contrário.

domingo, 9 de outubro de 2011

Quando penso

É doce ver-te, digo que quero
matar a saudade dos desejos,
contando os segundos eu espero
saciar o gosto dos teus beijos.
Entrego-me à loucura docemente
em momentos de sonho e paixão,
é mais que desejar-te cegamente
perto de mim, longe da solidão.
Sem saber se é errado ou certo
vou tentado achar vocabulário,
nos teu mares onde me liberto
naquele mundo ao contrário.
No teu olhar onde me perdi
encontra se quiseres meu bem
esta loucura que sinto por ti,
é vício que já não vivo sem
ter o olhar que me prende,
ter a tua voz ela contém
uma doçura que a própria
compreensão não compreende.
Não sei se nesta ou noutra vida
mas quando dou por mim
tenho certa vontade contida,
de te ter sem haver fim.
Início do querer ao acordar
no peito latente de vontade,
da mulher que me faz delirar
respiro longe a saudade
dos teus beijos e loucuras,
hei de ser louco a vida inteira.
Em sonhos nas noites escuras
não dá para acreditar
que a realidade é verdadeira.



quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Encontra-me


Se por ventura disser que me perdi,
por entre as ruas da cidade,
sabes onde me encontro em ti
procura-me na tua saudade.
Pois na minha onde te encontro,
num sentimento acumulado
no peito onde defronto
contigo no pensamento em todo lado.
Diz-me se sentes como eu,
diz-me se vivo num sonho
dentro desse mundo teu
no nosso sentimento me ponho.
Abro portas para procurar-te
navego nos mares à tua procura,
quem me dera poder encontrar-te
nas noites da nossa loucura.
Um ar de tristeza no teu cansaço,
tento tapar as noites de solidão,
querendo agarra-te no meu abraço
para que sintas o bater do meu coração.
Voltas e voltas na minha cabeça
pensa pensamento no que sentir,
o bater do meu peito pára e começa
na tua doce forma de existir.
Nesta ânsia de te querer
dói o peito, da tua distância,
é dolorido saber
que não vou ter a essência,
que acalma a minha ânsia.
À janela onde me ponho
dói ao ver-te partir,
acordo, estavas no meu sonho,
se não estiveres ao meu lado,
aqui, quero voltar a dormir.
Faz-me sentir vivo; promete, jura.
Dá sentido a esta vida que vivo aqui,
o calor dos corpos da nossa alma pura,
mostrando aquilo que tu me dás
e aquilo que eu te dou a ti.
Verdade seja e nunca mentira
que este sentimento nunca senti.
As manhã que acordo e não te vejo,
deixam o meu dia nublado,
o dia sem sentido, sem o teu beijo
se não for de manhã, que te tenha
toda a noite a meu lado.
Mata este desejo que nos devora
pintado na tela da tua ausência,
a ansiedade não faz curta a hora,
de poder ter de volta a tua essência.

domingo, 2 de outubro de 2011

Por não te ter esta noite...

Solidão em muitos cantos,
dilacera-me a alma nos teus mares
e nesses belos recantos,
em marés de sorte e de azares;
parte, leva nos teus braços
a dor que me devora,
leva meus verdadeiros cansaços
por não a ter nesta hora.
Procurei-te por entre as ruas
para matar a solidão,
contigo as nossas almas nuas,
em momentos sós, meu coração acórdão
Vou buscar-te em sonhos dourados
onde teus lábios e olhar,
sentidos, que em sonhos encantados
até acordados me fazem sonhar.
Nesse sonho de beleza singela
fui raptado por uma estrela,
levou-me para longe do mundo
para fora de qualquer realidade,
no brilho de ternura dela
encontrei na verdade,
a doçura e o encanto do brilho
daquela estrela que marcou-me a alma,
segui calmamente o seu trilho,
caminhei sem parar e fui longe.
Nos caminhos pétalas de rosas no chão
tornavam doce o meu caminhar,
andava e pedia ao coração,
deixa de bater mas não me faças parar.
Quero seguir esses passos
leva-me para longe do mundo,
abraça-me na ternura dos teus braços,
acorda este sentimento mais profundo.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Pensa que...


Se por um desejo me deixasse embalar
então estarei sempre embalado nessas ondas,
nesse mar onde me quero perder
onde me quero reencontrar.
Nunca irei saber,
o que o destino nos trás, só lhe cabe
saber o que será de nós,
só ele sabe.
Tornar eterno os batimentos desta vida,
para que nela seja eterno o desejo
do insaciável que é a memória que dita
o sabor leve e doce de um beijo.
É o retroceder no tempo,
onde em crianças pesava-mos
que a vida era eterna,
abusava-mos de um passa-tempo
na vida que amava-mos,
trazia-nos um sentimento que nos governa.
O que me resta, o que nos resta?
Entregar-nos ao desejo que nos consome,
entregar-nos a loucura de uma noite modesta,
entregar-nos a um desejo com outro nome.
Vem até mim dispara no meu corpo
essas balas de ternura,
vem como a brisa e fala-me baixinho
ao meu ouvido, vamos viver uma aventura.
Quero respirar o ar que respiras,
quero ser a água que te mata a sede,
quero a verdade que duvidas
entrelaçando-me nesses braços que me prende.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Lembro-me quando

No toque das mãos
no encontro de um olhar,
no calor dos corpos
ao sabor do mar.
Na ondulação de um pensamento não realizado,
hoje já é tarde para aquilo que amanhã será passado.
Foi a primeira sensação de um sentimento nunca experimentado.
Quem me dera, quem nos dera
passar a barreira do tempo
para um passeio no passado.
Penetra-me na alma arranca-me os sentidos,
volta aos passos onde os passos vividos
nunca, olhares serão esquecidos,
palavras apagarão tudo o que tenhamos dito
o sabor da pele nos lábios já mais sentidos.
Olhar para as estrelas que marcam a rota
de um sentimento na pele vivido.
Quando esperas e desesperas
pelas palavras que eu também espero,
do outro lado do lado mais controverso
de sentir como queres e eu quero,
as palavras como se tocassem na pele.
Vesti-las e sair pelas ruas,
para ir-mos para o lado
onde as palavras despem
as nossas almas nuas.
Nas mãos trago fragrâncias
de um anjo quando estive no céu,
quanto mais perto maiores as distâncias
revertendo as distâncias
na sombra de um acto escondido
onde o acto já mais cai no esquecimento.
É não ter o desejo contido
no calor do certo momento.
Não, os corpos não querem esperar
por não haver momento certo.
Na incerteza de fechar de olhos
no aproximar de um beijo,
da-me certeza da incerteza
que tenho aos molhos,
que é mesmo esse o desejo.

domingo, 25 de setembro de 2011

Mútiplas sensações


Há sentimentos e emoções,
que não se esquecem facilmente.
São múltiplas sensações
batendo no peito levemente.
Quando procuras nas palavras
um sentido para caminhar,
não encontras nas estradas
o caminho certo para aliviar,
uma dúvida latente
que te deixa a pensar,
se continuas com o presente
podes não descansar.
Dá alívio à tua alma
mantém a calma
olha para a frente
quando a dúvida salta
não podes continuar.
Sonhos são apenas sonhos,
sejam tristes ou risonhos.
Mas com um olhar
cortas a respiração,
prendes o caminhar
com um toque da tua mão.
Mas entre muitos olhares
trocados em diversas direcções,
foi a forma de trocares
múltiplas sensações.
Fizeram te tremer,
sentir arrepios,
é o teu corpo sem saber
o que faz na dúvida
por não haver versos vazios.
Procura-me bem
vê se me achas dentro de mim,
eu continuo aqui,
se me procuras como ninguém,
vê que eu estou dentro de ti.
Na tua doce forma de me procurar
vais encontrar-me
na doce forma de existir.
Onde me queres encontrar,
para aliviar-te
nunca vais deixar de sentir.
Esta na cumplicidade do coração
que só partilho comigo,
por mais lindo que seja o refrão
sei que só partilhas contigo.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Entre o Céu e a Lua

É consequente de uma forma de pensar consciente,
quando brilhas nas palavras escritas,
maior sentido a sentir o presente
quando não são lidas e são ditas.
Prende-me à mais doce forma de sentir
num querer e não querer simplificado,
à forma mais complexa de existir
no entrelaçar de um sentimento acumulado.
Chama-lhe como quiseres mas vê com atenção,
quantas formas tem um sentimento.
Olha para dentro do teu coração
e diz-me o que sentes ao passar do tempo.
Não vale a pena esconder,
não vale a pena omitir,
nos olhos pode se saber
muito mais do que estamos a sentir.
No peito um desejo ardente
por aquilo que te estremece a alma,
palavras do coração que não mente 
que te arrepia mas devolve-te a calma.
Perde-te à vontade em qualquer lugar
seja no Céu ou na Lua,
é onde eu vou te encontrar
num fragmento de memória tua.
Escondo-me por entre os espaços
tento medir cada palavra ao falar,
por entre os meus sonolentos passos,
há coisas que nunca quis partilhar.
Também nunca me deram limites para sonhar.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Pensamentos

É difícil respirar quando a dor aperta-nos os sentidos, é difícil conter a raiva quando ela nos quer dominar. É difícil andar quando só me quero esconder. É difícil falar quando só quero desaparecer. Porque é que és tão forte? O que fiz para merecer?
Se Deus mandasse a morte,
sem forma de morrer
teria eu sorte
de desaprender a viver.
Pois maior é a dor,
que o consolo não dá fim,
é amargo o sabor
desta dor que há em mim.
Só sei que nada sei,
nada soube até então.
Sem aprender aprenderei,
como é viver com este meu coração.
Já nem sei o que diga,
as palavras já não são como outrora
esta dor já amiga
amanhã, ontem e agora.
Neste peito latente
bate coração sem saber,
se um destino segue somente
na forma mais certa de sofrer.
Se sentes expressa,
se queres conquista,
se sofres apressa,
segue e não desistas.
Eu não sou eterno,
a vida não para.
Mais palavras no caderno
dita que a ferida não sara.
A alma anda perdida,
meu destino anda incerto,
já pouco tenho de vida
o outro lado está mais perto.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Longa hora

Caminhar por entre as ruas,
ver-te passar e ter-te por perto,
com um só gesto e algumas
palavras num destino certo.
Na beleza do teu olhar,
procurei ver a tua alma
mesmo sem saber procurar,
dentro da beleza que me acalma.
Onde estás, não te vejo.
Procuro-te fora de mim,
cá dentro está o beijo,
recordação que não tem fim.
Esta ansiedade que me mata,
estar dor que me devora.
É magia, mas ingrata,
pois tenho te dentro e não fora.
Deste peito ardente
de saudade, longa a hora
passadas sem ter-te presente,
tornando fria a noite lá fora.
Pois o peito quente
de recordações passadas,
ao teu lado somente
é quente a madrugada.
Sem dar fim à solidão,
chamas por mim a todo momento,
como se o teu coração
não descansasse o sentimento.
Não vens para perto
afastas-te sem querer,
no nosso destino certo
só um pode viver.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Depois do amanhecer

Onde estão? Onde eu posso encontrar?
Aquelas doces melodias em palavras
Quem me faziam Sonhar.
Estão condicionadas
dentro de um peito magoado,
volta a andar pelas estradas
volta aos sentimentos do passado.
Palavras com sentido,
que emocionam o peito
por sentimentos vividos
cada um a seu jeito.
É lindo quando caminhamos
por ruas desconhecidas,
nelas encontramos
sentimentos, experiências de vidas.
As palavras são lindas
os sentimentos e emoções,
dos corações onde vindas
constroem lindos refrões.
Entra-me na alma,
entra-me nos sentidos,
trás-me de volta a calma
nesses versos coloridos.
Sentado na árvore lendária,
vejo o Sol adormecer.
Momentos em que lembrança é contrária,
há tristeza do meu ser.
Olha para a frente
para o mais lindo de um jardim,
é uma flor tão reluzente
que à tristeza dita um fim.
Dá tudo o que tens de ti,
seja tristeza ou alegria.
Pois eu vou estar aqui,
para o amanhecer de um novo dia.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Insónia dolorosa

A dor não adormece
continuo acordado,
lá fora amanhece
cá dentro continuo magoado.
A dor dá voz a alma
que fala em tom dolorido,
a solidão não acalma
este peito dolorido.
Onde andas nesta hora
pois eu encontro-me perdido.
Esta dor que não passa,
tem múltiplo sentido.
É difícil ver as horas passar
quando há algo que dói no peito,
sem conseguir encontrar
um alívio que seja perfeito.
Na maré dos enganos
ou na busca de uma lembrança,
por mais que lindo seja os anos
por respeito não comunico
certos momentos de criança,
que ao passado me remete
e a outras vidas me transporta,
há lembrança que devem ficar a sete
chaves de uma só porta.
A curiosidade mata
fala alguém que já está morto,
erro talvez ou experiência nata
que hoje deixa-me absorto.
Os primeiros raios de claridade
entram pela janela,
a dor que me invade
adormece o sonhar com ela.

Mágoa sentida

Hoje a alma está de luto,
perderam-se lágrimas preciosas,
a dor por mais que não queira
invade o peito de tristeza.
Hoje o céu está mais escuro
já não teve o mesmo brilho,
não construas um muro
à volta de tão lindo trilho.
As palavras são de consternações
pela revolta de uma vida,
uma mágoa em dois corações
lágrimas em lágrima perdida.
Por onde vagueiam o entendimento,
por onde vagueiam as palavras,
por onde vai o pensamento
na noite mal dormida em alvoradas.
Não muda o destino
que para a frente se encaminha.
Volta, tempos de menino.
Volta horas que a hora tinha.
Porque é que me marcas-te tanto
ó tempo, ó vida.
Porque é que o meu pranto
se entrega à noite perdida.
Porque é que dói e apertada
o peito em minutos dolentes,
da tal lágrima perdida
por palavras inconsequentes.
Já me perco em citações
sem conseguir descrição,
para a dor dos meus refrões,
para o aperto no coração.
Quero sentir novamente
as feridas em carne viva,
dói menos quando a pele sente
o que a alma trás cativa.
Hoje nada é igual,
tudo parece amargo
no sabor das palavras o sal,
das palavras que hoje trago.
Em todo o lado vejo dor,
até na nuvem mais alta.
Não sendo dor de amor,
é mesmo a dor da falta.




terça-feira, 13 de setembro de 2011

Leve brisa

Quando um toque leve de calma
vier numa noite de luar,
abraçar-te todos os sentidos da alma
e fazer-te sonhar,
então o gosto pelas palavras despertam
o sentido para poder caminhar,
por entre os caminhos da tua mente
onde ainda como uma criança,
nesse olhar inocente
onde inunda a esperança,
por dias melhores e com mais cor
com mais carinho
e onde obtenhas mais amor.
Com uma leve brisa
vês os teus cabelos no ar,
a mente paralisa
e o sonho pode voar.
Nessa incompreensão pode haver
respostas para o que procuras,
um sonho pode ter
mais do que mensagens obscuras.
Num luar cheio de emoções
nas noites que vagueio sozinho,
encontro milhares de refrões
e no ouvido ouço um sininho,
que na doçura do seu bater
embala-me a noite e esqueço o frio,
tento apenas entender
o porque da minha mente ser como um rio,
levando na corrente as dores
e as mágoas  do passado,
no presente ficam as cores
de um arco-ires encantado.
Em um toque ardente
a tua alma volta a sonhar,
mesmo que inconsciente
não podemos deixar de voar.

Vê se sentes

Cansado e vidrado numa forma sem sentido mais passos em passos perdidos com versos controversos de momentos vividos nos mais diversos pensamentos que passam pela minha cabeça no brilho das estrelas sem parar olhar para a frente e continuar a lutar por um objectivo sangue guerra e vitórias quando caminho sozinho pelas ruas do meu caminho tenho te ao meu lado para cura e alivio de um sentimento complexo e lindo será que entendes o que te tenho dito não sei não percebo sequer o que tenho escrito será que faz sentido quando no final do túnel há um ponto final algo que termina num inicio fatal letras e cometas se lunático o mais volátil e frágil quando tudo parece estar a um passo para descobrires no meio das palavras um sentido que mostre o que eu tenho vivido metamorfose da alma quando criança anda em jardins floridos na anatomia da alma descobres que vives para morrer e e morres por viver eu morria por mais um minuto contigo e valia a pena tudo o que já tinha dito sei que nada sei sabendo que vou te mudando e vou te tendo mas até quando estarás ao meu lado e se partires vais relembrar o passado e guardar-me no lado bom do teu coração onde no meu tens estado amor e carinho tem faltado tenho sobrevivido e desgastado momentos de vida bem passados superando os maus quando ao meu lado tenho os meus fantasmas será que os conheces e conheces-me tão bem como outros em outros lugares conhecem olha para dentro de mim e não pelo que passas-te se estás mal eu também estou estamos no mesmo barco tu e eu... Seria diferente ou igual a mesmo monotonia esta no mesmo lado que os dias quando digo que eu próprio já não penso e não sei o que digo não minto nem omito porque é que tem de ser assim entrar em pensamentos para fugir de mim deixar falar algum que um dia se escondeu e hoje brilhava mais o céu já não sei perdi-me talvez tenha ficado para trás num ponto qualquer que não consigo saber qual foi sombrios os dias que passei sem pensar na vida no que seria o que foi e o que será que sou assim tão diferente ou tão igual a todos os outros tornei-me intolerante a tal ponto que qualquer coisa inerva-me e calei-me no que toca a falar de mim... Cada dia é mais um dia e perdeu-se o significado que os dias tinham porque é que estou aqui se já nada faz sentido se já não há sentido cá dentro cansado de pensar de ver de observar imaginar que tudo poderia ser diferente e que tudo eu podia mudar tenho tido cuidado com as palavras que eu digo mas quanto mais eu cuido menos cuidado tem comigo saem disparadas como balas e não consigo ao mesmo tempo passar para o papel desde quando era pequeno até a maior não somos grandes mas apenas damos a ser visto o que temos de melhor cai cai mais pensamentos e eu entendo que não é por passatempo que vou escrevendo...

Vagueando

Ouvi os teus passos cada vez mais distante,
a tua voz não consolava-me os ouvidos,
como dantes,
as ruas ficaram frias e vazias,
tal como diziam as bocas mais sábias
da minha própria sabedoria.
Onde te escondes, não sinto o teu perfume.
Será que estás onde, a paixão, outrora era lume
ou deixaste-te queimar, no fogo de uma ilusão,
que, diferindo de mim, não te soube amar.
Chamei à noite por ti tantas vezes,
nunca hei de parar,
voz como amor, que nunca há de acabar,
na esperança de que chamando por ti, um dia hás-de voltar.
Aquele lado brilha mais, é mais feliz e iluminado,
pelo brilho do teu olhar que se esconde do outro lado.
Abrem-se as porta e as janelas por onde passo,
não dou por elas abertas e envolvido no meu cansaço,
vou 'dando de beber à dor' totalmente embriagado.
Restam os fragmentos de dor, no meu peito destruído,
ainda há restos de verdade, a que à mágoa,
deu mais sentido.
Mais valia viver e nunca ter vivido.
Desapareço entre as palavras,
onde não sou visto,
se disse mais do que ouvis-te,
então não deveria ter dito.
Guardo dento de mim tudo o que vejo e não digo,
guardas em ti tudo o que sentes, num segredo bem escondido.
Arranca-me do peito o coração, meu bem,
mas não te esqueças estás dentro dele
e se o matas morres também.
Se entrei dentro de ti e fiz-te pensar que não era assim,
diz-me tudo aquilo que sentes para entrares dentro de mim.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Como se esquecesse

Saber que a alma não está vazia,
ainda sentia toques de magia
e à medida que a inspiração fluía
a sua alma se despia.
Talvez não conseguisse
se não tivesses palavras certas,
se não ouvisse
novos rumos em muitas metas.
No toque doces das palavras,
onde se tem sob-entendido
que há sinceridade onde são raras
e há paixão no que está lido.
Caminhei por entre as ruas
onde há muito não passara,
por entre as almas nuas
vi as que mais me magoara.
Mas o que há de certo na vida
tarda a chegar,
já não anda perdida
a vontade de não chorar.
Dentro das palavras de emoções
num turbilhão de sentimentos,
há milhões de lições
que vou captando nos tempos.
Corro para ver um luar,
corro para ver as estrelas.
Não há palavras que possam pagar
o valor de poder "telas".
No vazio entre o escuro
o brilho que senti,
foi mais que sentimento puro
no momento que vivi.
Numa noite só com o pensamento
olhando para trás entre o mundo,
está mais que o sentimento
de espera por um verdadeiro tempo
em que o sonho esquece a dor num segundo.

domingo, 11 de setembro de 2011

Cocktail de palavras

Onde me vejo perdido caído na escuridão,
onde tudo o que vejo não faz sentido
seguindo o caminho do coração
para encontra o brilho, à muito escondido.
Há muito que não havia em ti
o que hoje há em mim todos os dias,
são palavras de tudo o que senti
no inteiro de tudo que sentias.
O espelho da alma que vagueia
nunca se distância por saudade,
da bela essência que clareia
o caminho para um olhar com verdade.
No mero acaso de um encontro,
muito mais que simples magia
são místicas maravilhas
de uma doce melodia.
Nem que fosse por pouco
mas ainda tinha fé
de receber esperados braços,
entre os muitos estilhaços
que me mantinham de pé.
Hoje um sorriso franco
de uma existência singela,
enchendo o peito de encanto
por uma pintura sem tela.
Posso sair hoje rumo a uma estação,
levo a consciência tranquila
que nem mais um toque aniquila
o sentimento que tenho é apenas perdão. 
 

sábado, 10 de setembro de 2011

"Apenas" mas completo...

Pequenas fragrâncias fazem despertar para um novo dia,
pequenos pensamentos vagueiam em mim de noite e de dia.
Grandes momentos despertam uma alegria
de ir em busca de uma magia.
Horas incertas na certeza das horas,
solidão na companhia do vento lá fora
encontrando um propósito
no impróprio do agora.
Dando entendimento ao cair da noite,
entendendo a vinda de um novo amanhecer.
Voltar atrás no tempo,
com o poder das palavras que vou lendo
percebo que a vida não é feita
de momentos parecidos
no quanto de diferente temos.
Na queda procuro forças onde me agarre,
as lições são vitais, fazem com que o corpo não pare.
Se cai uma lágrima na noite
e as palavras dão vida,
cai uma lágrima na noite
é a essência mais linda.
Do pouco, um muito
do nada que tenho no olhar.
Onde quer que me procures
olha à volta e vais encontrar,
nas palavras vivências
para um novo acreditar
num dia melhor,
em um novo luar.
Completando apenas
com vida e dando de mim,
para que o sentimento
seja sempre diferente
nas palavras que não têm fim.
Quero mais palavras
para mais emoções
desprendendo as amarras
das antigas recordações.
Faz-me sentir vivo
mostrando as tuas pulsações.
Onde estão perdidos
os mais lindos refrões.
Mostra que não paras a luta
sem deixares de enfrentar,
até onde o corpo e a mente aguenta,
mais vale esquecer, mais vale sonhar.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

In(compreensível)

São fracções de momentos caídos no esquecimento,
onde não cabe em mim,
recordações de momentos
em pequenos contratempos
que lhes ditaram fim.
Vê e rê-vê se tens vontade
lê e rê-lê o livro da tua história
onde encontras-te a tua liberdade,
se há vida na vida guarda os momentos na saudade.
Na escuridão onde encontro recordações,
momentos e pensamentos
caídos entre refrões,
entre os escombros dos sentimentos.
Nos olhos espelhos de calma,
nas mãos em toque de ternura
toca-me na alma!
em dias cinzentos, em noite escura.
Abri a janela, senti uma "mistura"
de místicas fragrâncias delicadas,
ao longe uma luz pura
do luar das madrugadas. 
Encontro num choro sentido
lágrimas que contam uma vida,
por mais que queira viver, tendo vivido,
dou outro sentido à "lágrima perdida".
Caminhos e trilhos que vamos traçando
por todo lado onde passo.
Vou aprendendo, vou caminhando
até encontrar um sincero abraço.
À muito que estou parado,
se parar é morrer,
eu ainda não estou do outro lado.
Há sempre tempo para mais um poema,
há sempre tempo para mais um fado.
Teimo em procurar a paz onde não a tenho encontrado.
Teimo em procurar algo mais imperfeito
num só momento, mas são incompreensíveis
e compreensíveis com o passar do tempo.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

No 5º dia do 7º mês.

Não acredito só quando é preciso,
eu cresço e contextualizo
as formas frásicas no tempo que é preciso,
entre fragmentos de segundo vou recebendo
amor e carinho que nunca tinha tido,
pergunto-me se era complicado antes
ter acontecido tudo isto.
Não tinha tido nem metade
de todo o trauma sofrido.
Não sei se nada sei
mas ao menos tenho juízo.
Hoje no olhar de um cego,
se passar pelo mesmo caminho
digo, que já tinha isto visto. 
Se ando até ao fundo da rua
vejo não só almas de perto
mas também vejo alma a nua,
quando pergunto quanto tempo tem a vida?!
Ela, responde que ainda dura.
Se eu corro contra o sol
corro sem ressentimentos,
expressando em linhas os meus sentimentos,
Só 3 amores na minha vida são verdadeiros,
a quem dedico todo o meu amor e carinho
imaginando a cara do meu irmão
quando de coração dermos-lhe um sobrinho.
Precisando do teu apoio tenho sempre o teu carinho.
Novos caminhos uma só mudança,
encho o peito de esperança
quando tu, carinhosamente,
não me sais da lembrança.
Sinto-me feliz, grito às estrelas
a ti eu pinto em telas,
o teu amor são batimentos do meu coração
se tu és a música eu sou o refrão.
São "linhas" que vão tecendo a nossa canção,
o fado foi decisivo para esta união.
Entre muitas lágrimas deitadas ao vento
passou alguns meses mas ao mesmo tempo
crescia em ti o que havia em mim, o tal sentimento.
Palavras não chegavam para as noites
e para o momento.
Em que declarávamos em olhares o ia no olhar,
disse naquela noite mais do que possas imaginar,
numa estrela via cores em tons coloridos isso é amar.
Sonho todos os dias e ao acordar.
Fica comigo só para poder respirar,
essa ar tão puro que sai da tua boca a cantar.
Para a nossa vida eu tenho um plano,
começou no 5º dia do 7º mês deste ano.

Palavras não chegam.
 

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Tudo têm fim...

E quem vê estas palavras? Quem as leva para fora daqui? Quem as tira de mim?
Vou ao teu encontro, corro as ruas da cidade à tua procura, vou entrando pelos caminhos onde me perco na escuridão da noite e... Mais uma vez perco-me em meus pensamentos, naqueles em que invades sem teres autorização, que enches de ternura da doce lembrança que me trás a tua doce e suave voz, que acalma-me a alma e sossega-me os sentidos.
Não posso viver assim, não podes viver eternamente no meu peito, não posso ser o sujeito de um amor incompleto. Mas se é isto a que o destino me reduz, quem sou eu para o contrariar. Não posso, não devo, não quero. Mais vale entrar na escuridão da noite sozinho e ir buscar-te em pensamento, que viver ao lado de outro alguém que viria preencher o espaço no meu peito que só a ti quer cá dentro.
Quantas palavras foram deitadas para fora, quantas palavras me vieram do peito, quão grande ou pequeno foi o valor que lhes deste?
Peço as almas que vagueiam comigo que me levem para o mais longe que me possam levar. Já que o pensamento é sempre reduzido à tua presença, que o corpo vá até onde as almas o consigam levar. Que passe por mares e montanhas e deixe nelas um toque de sua presença no corpo e na consciência que foge de ti em horas de saudade.
Não te percas, não me faças perder mais que aquilo que eu já me encontro perdido sem conseguir encontrar-me. Não sei onde estou, o que faço aqui, não sei onde vou, não sei a hora de partir, não sei que sou, não sei quem são, não sei quantos são, não sei tudo, sei que não sei nada, não sei quais são as estradas, são sei se ando perdido ou apenas desencontrado. O que fizeste de mim, o que fizeram de mim, quem sou eu?
Não para, não para, não para, não para, a minha cabeça não para e a arma dispara, vejo a morte à minha frente, será que as recordações fazem parte do meu presente ou são coisas do passado. Não te vejo, não te toco, não te encontro em nenhum lado.
Olha para mim, vê que estou aqui e não te quero acolher apenas quando precisares ou quando te lembrares da minha existência pois eu da tua lembro-me todos os dias, mesmo parecendo que não.
Vai mais uma vez segue em frente e deixa-me aqui, abandonado, sozinho, amargurado e desencontrado da razão de viver. Pode ser que um dia em uma rua qualquer te encontre ou apenas te cruzes comigo em alguma esquina. Olha-me nos olhos e verás que o meu olhar não será o mesmo, já diziam, pois a alma tornou-se fria, a diferença entre matar, morrer, viver e deixar acontecer tornou-se mínima e quase ninguém deu por nada.
Que vivam e agarrem-se à vida pois eu já morri à muito.
A Guitarra já não toca, a voz já não sai como dantes e hoje só no Fado encontro as lágrimas que há muito secaram, Fado é triste e poucos que conheço ouvem, poucos querem ouvir e eu caminho sozinho por entre ele e nele encontro-me com a minha solidão.
Fui sempre habituado a procurar mas nunca fui procurado, hoje não procuro e ainda ando desencontrado, é triste viver assim, é triste viver neste fado... Não me venham com blá, blá, blá... Eu não me esqueci do passado e também tenho muitos passados que por mim também foram perdoados é pena que quando eu perdoo continuam sem desprimor a caminhar ao meu lado, o que difere de outros passados. As pessoas quando não se magoam gostam de ser magoadas. Eu continuo a caminhar pelo escuro mas a dar as minhas pisadas.
Não falem das vidas que julgam saber e não sabem metade do caminho. Posso até ser titulado com o pior ser à face da terra mas as minhas costas são largas, só não te esqueças e já diziam os antigos: "Antes de apontares um dedo, lembra-te que tens três dedos contra ti."
(Coisas da vida).
Não te esqueças que eu existo quando até nos teus sonhos eu estou.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

...

Nenhuma palavra de amor no teu peito, esse jeito impetuoso de caminhar a espalhar encantos em opostas direções. Espalhas-te no meu peito o desejo de te amar e numa oposta direção a forma mais dolorosa de te odiar. Será que essa maldade sem sentido, nesse peito vivido é o que te faz caminhar? E a dor que provocas faz parte desse respirar?
Não sei, não sabe ninguém o porque de esse ser tão belo de encanto e doce ternura, tornou-se pura miragem e hoje com um brilho escuro vagueia pelas ruas sem ter destino ou direção.
A vida é feita de momentos e aqueles que não posso esquecer, faz parte de um passado que passava bem sem o ter.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Guitarra

Já era tarde, o sol já se punha entre aquela montanha que fica em frente àquele lugar só meu, por onde até hoje só o dei a conhecer a uma única pessoa.
Como a leve brisa de ar fresco que passava, vinham os pensamentos que faziam-me recordar das tardes que juntos passamos, aquelas que cheias de ternura e encanto íamos descobrindo e complementando os nossos sentidos. Enchíamos tudo com as nossas melodias, as músicas que criei contigo tornaram-se eternas em todos os ouvidos que nos ouviram com atenção e gostavam do nosso timbre.
Preenches-te todos os meus momentos vazios como nunca ninguém antes preenchera, conseguis-te conquistar aquilo que eu sozinho nunca seria capaz de o fazer. Foste abrindo caminhos pelas ruas onde andamos muitas vezes sozinhos, certamente a cantar para as paredes que tinham muitos ouvidos, não éramos aplaudidos mas éramos ouvidos e isso já era muito bom, nem que fosse pelas almas que connosco caminhavam e caminham comigo eternamente.
Tu nunca me abandonas-te, eu sim abandonei-te por pensar que ficavas em bom porto, mas enganei-me e foi sim um erro fatal tê-lo feito, talvez hoje ainda estivesses ao meu lado, talvez ainda hoje andasse-mos pelas ruas da cidade. Talvez ainda hoje podíamos andar em cima de muitos palcos a revolucionar e a deixar todos a vibrar com a nossa melodia.
Foi bom, foi inexplicável todos os momentos que juntos passamos e as solidões que me livras-te, as dores que me curas-te e todo amor que nos prendera se desfizera em mãos que hoje são vazias de ti e de mim.
Tudo isto para dizer que as saudades de ti são muitas, deixam-me tristes e apenas completam a minha solidão, se eu pudesse voltar atrás resgatava-te para perto de mim e não te desprendia mais, só tu me completavas como ninguém nunca antes me completou. Oh guitarra que não voltas, descansa pois eu ficarei bem na tua ausência.
A única pessoa que conhecia este lugar só nosso talvez também tenha saudades tuas, não tantas quanto eu mas quem me dera, quem nos dera voltar aqueles dias.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Reviravolta ao distânte passado...

Podias chamar-lhe o que quisesses e fazer o que querias, pois a minha mente estava a vaguear por entre a maresia. Era tão eterno para o meu peito que a cegueira tomou conta do que era a razão, das armas que eu tinha na mão para proteger a minha tão doce carência de solidão, do isolamento perfeito que a minha alma precisava, era tão fácil atingi-lo, apenas era preciso que eu criasse a coragem que aquele sentimento corrompia.

Talvez um dia tenhas a leve capacidade de pensar que eras o espelho em mim do sentimento de dor que estavas a passar. Tão grande era a tua dor que a minha alma fraca não aguentou com tanta pressão psicológica e foi-se abatendo por entre os teus escombros, foi-se degradando dentro da depressão que te assombrava. A minha cabeça, dentro daquilo que pensavas e acreditavas, ia-se corrompendo e deixando levar mais por aquilo que batia por ti num batimento acelerado.

De arrependimento está o meu peito cheio, se isso trouxesse tudo de volta (vida-de-rua), então talvez de tudo outra vez estava de volta mas o que mais me revolta é quereres mostrar agora o que não és para depois outro em meu lugar, chorar tudo aquilo que ficou por chorar. 

Tentei testar a tua psicologia, porem de tão fria e sombria a minha própria sabedoria não a atingia. Talvez um dia caia nosso entendimento, que a distância de uma palavra está à distância de um arrependimento. Porém, as mágoas vagueiam pelo mundo e pelos tempos. Será que ela um vai passar, como a velha brisa que paira pelo ar...

O dia que tentares voltar, seja qual for a razão, vai ser tarde pois já foi tarde a hora que a tua alma quis abalar.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Nunca te esqueças do que fui... Posso nunca mais voltar.

O tempo não para, vou aguentando a descarga de emoções e sentimentos, são de outros passatempos para me quererem cativar. Não se esqueçam que de emoções percebo, de palavras entendo. Vou passando despercebido por entre as vielas e ruas do teu destino, onde outrora foi meu caminho. Estou cá "e o tempo não para", nem nunca há de parar, não quero te mal, mas vejo ao longe as tuas lágrimas a chegar. Não foi por falta de aviso, fui teu ombro amigo, olha para trás e vê que eu não merecia... MAS EU ESTOU CÁ!!! E à tua volta quem tens? (Aqueles que te vão acompanhar ao hospital se estiveres lá? Ahahahah).
Tenho quem me salve a vida, não estou seguro de mim próprio, apenas sei que se eu não levantar a minha própria cabeça mais ninguém virá cá levantar.
É muito lindo, é tudo muito bonito, toda a m*rda que anda por ai espalhada. Eu sou aquele que me espalhou por essas ruas...
Apenas fui bom enquanto estive lá?
Não tenho direito de seguir a minha vida?
À já sei, Sou a pior m*rda que existe a face da terra?
Culpas-me porque choras, enquanto que a mim várias vezes puseste a chorar, continua, não me olhes na cara porque seria muito mal para a tua cara olhar. Deus queria um dia não me batas à porta por outro ser te mal-tratar.
Sabes o que é o amor? Sabes o que é amar?
Podes até saber, mas esse verbo tão bonito nunca o saberás conjugar.
Pelas ruas foste "Cão Abandonado"?
Coitada da tua pobre alma, agora pelo menos já sabes a dor do verbo "Abandonar".
É mais fácil jogar a culpa toda em cima todos outros, se eu também vi que, foi mínimo mas errei, só tenho é que perdoar.
Não sou mais m*rda que ninguém para ficar relutante quanto ao meu perdão.
Perdoei, estás perdoado, a partir daí mais nada tens de provar.
Continuamos como dantes pelas ruas a caminhar, está é a atitude certa se eu estivesse no teu lugar.
Não sou dono da razão, sou dono de mim.
Vejo o tempo passar...
Quando é que estives-te presente? Sei que também sou culpado, devia ter-te convidado para pelo menos lá passar, mas já estou FARTO de mandar-te convites e tu nem há m*rda me mandar.
O mundo não tem que andar atrás de ti, andares atrás do mundo também não te vai cansar. Há p*ta de 3 noites que não durmo e hoje consegui estar ao lado de quem ao meu lado se interessou em estar. Eu era louco por um minuto da tua atenção... Mas hoje em dia... Tal qual como tiveste comigo, também contigo tive muita desilusão...
Voltei e ando de cabeça erguida, se queres que te diga, estou me completamente a f*der para que falem mal de mim, passo por quem fala mal, dou um sorriso sem fim, não lhes devo nada, nem devo nada a ninguém, estou me nas tintas para tudo, quero é saber de mim e de quem está a meu lado, são poucos e contam-se pelos dedos de uma mão. Não estou a ser convencido, apenas se não fosse eu a sair do hospital com as minhas pernas, duvido que lá tivesses ido. (Desculpa sei que errei, tinha também que te ter convidado, mas estou FARTO de não atenderes ao meu chamado.)
Sê feliz, depois de tanta m*rda que me fizeste, sem eu te poder dizer pois irias ripostar, tens sempre aqui o meu peito aberto e do tamanho do mundo para te amparar...

quarta-feira, 23 de março de 2011

Doença sem cura

Nas noites que me deito, nos dias que me convenço, que tudo tem um principio, no fim que eu penso. Nos dias que passo, as ruas que corro, minha mente aos embaraços, ditam as horas que morro. Entre um pensamento e outro, entre o passado e o agora, encaixo tudo em um todo e nas memorias lá fora. Vai passando tempo por mim, passam as almas que vagueiam a meu lado, vai chegando a meta e o fim, para o presente, futuro e passado. A solidão é o preço, a vida o pagamento, dentro de tudo que mereço, está aquilo que eu penso. As mágoas não são como as feridas, não é em uma semana que são curadas, eu também as tenho despidas, correndo comigo, nas madrugadas. Tenho o meu tempo ocupado, com o Fado, bom companheiro, é pena, mas ainda não estou curado, de uma paixão e amor verdadeiro. Levei tempo para compreender as mentes do ser humano, cai dentro desses embaraços, sofri a dor dos enganos. Das dores que me faz chorar, é aquela que trago no peito, sofri por amar, dói quando acordo e adormece quando me deito.

terça-feira, 22 de março de 2011

Numa Primavera encantada

Num encanto profundo, ele caiu, foi se deixando levar por aquela ternura, quase perdição. Porém, ia no seu ouvido uma voz, que o fazia adorar um fado. Um destino que já estava traçado e apenas aquela ''voz'' cantava aquilo que estava destinado, um 'caso arrumado', um sonho quebrado, na sombra de uma ternura que o encantava. Um carinho, que com ternura o fazia recordar boas lembranças de infância, de uma criança que a felicidade invade o peito e inunda de ternura os momentos que passava. 
Todas as palavras, todos os momentos que ele passava ao sabor daquelas palavras, deixavam-no aconchegado, ficava feliz com as palavras de encanto que ela o dizia. Mas com o tempo tudo aquilo, toda aquela ternura e aventura, entrava numa recta final, ele, compartilhava uma paixão, uma ternura que sentia, ele, desconhecendo as razões que ela tinha para o fazer sentir tudo aquilo que ele sentira.
Ele, naquela ternura, enlaçava-se com todo o carinho que tinha, para que ela se sentisse bem, confortada.
Tudo acabou, tudo teve um fim, tão rápido quanto àquilo que começara. Ele com ela compartilhou uma ternura, ela com ela compartilhou uma tempestade e um turbilhão de sentimentos.
A vida é mesmo assim, não nos oferece aquilo que queremos, oferece-nos momentos, e nos momentos, tempo para viver, tempo para sonhar, tempo para gostar, tempo para encantar e tempo para amar, e tudo de bom que temos na mão e as oportunidades que nos dão podem cair por terra sem porquês, de um momento para o outro sem saber-mos como pode tudo isto acontecer.   
E na letra de outro fado ele encontrara as palavras que ditavam tudo o que acontecera, no Fado, Primavera quem lhe dera quem os dera, ter morrido antes daquele dia.

sexta-feira, 18 de março de 2011

Um caso de encanto

Numa nova página, ele escrevia, não em rimas mas fazia para que a métrica da escrita fosse certa. Anda apenas a caminho de uma descoberta, de uma paragem incerta onde ele podesse parar.
Sonhava caminhar pelo mundo, de passo a passo foi se cruzando com diversos tipos de gente, que certamente, não se queria ter cruzado, outras às quais nem sonhara conhecer, outras que o magoaram e outras que lhe fizeram muito bem.
De entre essas pessoas, uma que entrara em sua vida a pouco tempo, está a fazer-lhe muito bem, é uma pessoa como ele nunca havia conhecido antes. Essa menina está a fazer-lhe muito feliz, encontram se agora em um mundo reservado só e apenas a eles próprios, claro que um dia saíram desse mundo e alargaram os seus horizontes, mas por enquanto vão vivendo o seu mundo, preocupam-se em descobrir-se.
Ela, pelo que parece àquele rapaz, lhe é semelhante em alguns aspectos, entre eles, o que ele mais valoriza e é aquele que o rapaz nunca tivera de ninguém, o carinho, esse, ela o sabe dar como uma princesa que quer bem ao seu príncepe, fazendo desta história, aquilo que ainda pode ser uma grande história de amor. Aquela moça, de olhos queridos, com uma forma muito agradável de falar, com uma voz encantadora, que faz o menino sonhar todas as horas, os minutos parecem horas quando ele se vê privado, da sua doce forma de falar.
Conheceram-se em uma noite que marcou as suas vidas, não só pela importância da noite para cada um, como pela importância daqueles dois olhares que se cruzaram.
Para ele, e embora não confessara, naquele momento o mundo parou, as lágrimas estancaram dentro dos seus olhos ao ver o encanto que dentro dos olhos dela existia. Aquele olhar, os prendera, o abraço eternizou-se nas suas vidas e hoje as suas vidas encontram-se cruzadas por uma amizade apaixonante.
Ela tem um toque doce de ternura, que o encanta a cada dia que passa, dentro dos seus mundos em comum vão compartilhando os fados que os tornam eternos, em muitos casos arrumados em suas vidas, eles seguem no seu próprio caso, um caso de encanto, ternura, felicidade e alegria. Para ele, ela foi uma das pessoas que apareceu em sua vida, tornando-a mas interessante, mais viva, mais intensa, mais alegre e com novo sentido.
Vão vivendo a dois, dentro daquele doce mundo que ela o torna, fazendo da vida daquele rapaz que já andava de esperança perdida, uma vida com nova esperança.
De entre muitas outras coisas, a ternura e a beleza daquela menina é indiscritível, não há poetas nem cantores que consigam descrever a suas beleza, quando ela olha, quando ela canta, quando ela abraça e quando ela fala, qualquer pessoa fica de coração tocado com a sua ternura.


quarta-feira, 16 de março de 2011

História de outrora.

Ele não a guarda como dantes, naquele lugar especial, que perdera sentido com o sentido que ela ia dando àquelas duas vidas.
Ela mentiu às leis do próprio coração quando dizia que só a ele amava, só dele gostava, enquanto que aos olhos de fora todos sabiam que não era assim, que ele apenas estava a provar do amargo pão, que outrora alimentava outras bocas.
Aquele amargo fel, que tinha impregnado na pele, ele foi beijando a sabor da sua própria perdição, saboreando aquele veneno que ela lhe dava a beber, como se não houvesse amanhã, ia bebendo e matando a sede que lhe valia mais.
Ela foi encontrada onde andava a desprimor dos seus valores, onde alguém de nome forte e de valor lhe estendia a mão para lhe dar vida boa, mas não era esse seu interesse, anda à procura de alguém que lhe preenchesse seus caprichos de mulher que domina. Encontrara aquele que lhe deu a mão, carinho e amor como pão e vinho para alimentar a sua alma vazia, mesmo assim não se contentava e estava em busca de mais, em uma pessoa que só aquilo sabia dar e no que sabia dar era perito.
Ele queria apenas ajuda-la a sair de uma tristeza, que depois ele se apercebera que era fictícia, que só existia quando ele estava por perto, pois ela na sua presença fazia-se de pobre alma abandonada, apenas para que ele se desse aos seus caprichos.
Ninguém sabia que aquele corpo carecia duma dose controlada de amor e impetuosidade, para alimentar a paixão que lhe fugiu dos dedos e o ódio que outros homens desonrados lhe tinham causado. Ele só lhe sabia dar o amor que ele sentia, causando-lhe a ela carência do sentimento de repulsa, que não podia viver sem.
Ele deixo-a e seguiu vida, vindo mais tarde a ser alguém, alguém que deixara de ser por ela, outra vez de nome forte e cabeça erguida, foi Sr. de uma arte, foi amigo de quem nunca o esquecera, foi companheiro daquela que era feliz a seu lado e continua de vida boa. Perdera aquele encanto que outrora tinha, por uma mulher que em momento algum lhe dera valor, que importa que o seu coração lhe diga sim ou não se continua a viver, hoje de vida melhor, mais calma, sem problemas, sem complexos e traumas.
As palavras que ela lhe dizia tinham dores e alegrias mas só ternura lhes deixavam, por ela não houvera ninguém a quem ela se desse de corpo e alma, podia ter sido mãe, podia ter sido alguém mas foi esquina de rua.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Àquele olhar Diabolico...

Porque é que eu continuo aqui?.

Vagueio por essas ruas onde ainda mora recordações, que fizeram parte da minha vida, que foi se moldando à sombra da minha pura estúpides. Quem não sofreu e lutou por amor, quem não passou por cima de tudo por um amor que nos é eterno na mente e no coração, que me atire a primeira pedra.

Vivo neste sofrimento profundo, caminhando pelo mundo.

Eu não ando à toa, jogo para o ar, só me demonstram o que são, aqueles que agarram com as mãos, o que a inteligência não consegue agarrar.



Será que vale a pena? (Já dizia o Mestre, "Vale sempre a pena quando a alma não é pequena.")

Fazem parte de uma colmeia a produzir Falsidade, esse doce mel eu tenho o prazer de bebe-lo, não me faz mal, esse forte sabor de cheiro intenso apura-me os sentidos e fico cada dia mais próximo daquilo que chamam, um rapaz vivido, que já viu muita m*rda e já andou num chão caído.
Nunca me esqueço de quem me curou a ferida, merecia ter ficado de ferida aberta, porque eu admito que baixei me ao nível de gente de m*rda, mas é como digo, quem nunca fez loucuras por amor, que atire a primeira pedra.
Eu amei e soube o que era o amor, essa doença, que pode ser tão boa como má, a mim só me tirou tudo o que eu tinha, e o dom que tenho guardei-o dentro de uma gaveta, o pior erro da minha vida, vale a pena lembrar, não é que eu me esqueça.
Vou me levantando devagar, vou me erguendo aos poucos, apesar de estar louco... (em tom de voz baixo) "Xiuuu... Ninguém sabe...", " Vou vivendo por aí, sem saber o que fazer, dizer ou sentir." (Como se dizia antigamente).
Só faz falta quem está, hoje em dia é assim, nos meus tempos dizia-se: "Um por todos e todos por um", ou era na minha terra? Olha já não sei... Sei que não minha infância brincava aos Três Mosqueteiros, era feliz na minha inocência.
Hoje aquela inocência de outrora, se perdera com o tempo, com as almas que passaram na minha rua...
Das maiores dores a morte seguiu em frente, a solidão seguiu em frente, mas as que ficaram pertencem a um amor perdido.
Tenho muitos traumas; muitos medos; muitos segredos; e a minha loucura essa anda por cá a atormentar-me os dias, a fazer das noites sombrias, vozes atormentam-me num sim e não constantes...
Vou vivendo, vou aguentando, como se não me faltasse mais nada na vida, apareceu-me um amor... Mas o que é o amor? É aquilo que eu vivi? É a dor que eu passei? É as noites a chorar que eu perdi? São as feridas que fizeram-me arder a pele? É os amigos que eu perdi? É o dom que deitei pela janela? O que é o amor?