Podias chamar-lhe o que quisesses e fazer o que querias, pois a minha mente estava a vaguear por entre a maresia. Era tão eterno para o meu peito que a cegueira tomou conta do que era a razão, das armas que eu tinha na mão para proteger a minha tão doce carência de solidão, do isolamento perfeito que a minha alma precisava, era tão fácil atingi-lo, apenas era preciso que eu criasse a coragem que aquele sentimento corrompia.
Talvez um dia tenhas a leve capacidade de pensar que eras o espelho em mim do sentimento de dor que estavas a passar. Tão grande era a tua dor que a minha alma fraca não aguentou com tanta pressão psicológica e foi-se abatendo por entre os teus escombros, foi-se degradando dentro da depressão que te assombrava. A minha cabeça, dentro daquilo que pensavas e acreditavas, ia-se corrompendo e deixando levar mais por aquilo que batia por ti num batimento acelerado.
De arrependimento está o meu peito cheio, se isso trouxesse tudo de volta (vida-de-rua), então talvez de tudo outra vez estava de volta mas o que mais me revolta é quereres mostrar agora o que não és para depois outro em meu lugar, chorar tudo aquilo que ficou por chorar.
Tentei testar a tua psicologia, porem de tão fria e sombria a minha própria sabedoria não a atingia. Talvez um dia caia nosso entendimento, que a distância de uma palavra está à distância de um arrependimento. Porém, as mágoas vagueiam pelo mundo e pelos tempos. Será que ela um vai passar, como a velha brisa que paira pelo ar...
O dia que tentares voltar, seja qual for a razão, vai ser tarde pois já foi tarde a hora que a tua alma quis abalar.
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