quarta-feira, 23 de março de 2011

Doença sem cura

Nas noites que me deito, nos dias que me convenço, que tudo tem um principio, no fim que eu penso. Nos dias que passo, as ruas que corro, minha mente aos embaraços, ditam as horas que morro. Entre um pensamento e outro, entre o passado e o agora, encaixo tudo em um todo e nas memorias lá fora. Vai passando tempo por mim, passam as almas que vagueiam a meu lado, vai chegando a meta e o fim, para o presente, futuro e passado. A solidão é o preço, a vida o pagamento, dentro de tudo que mereço, está aquilo que eu penso. As mágoas não são como as feridas, não é em uma semana que são curadas, eu também as tenho despidas, correndo comigo, nas madrugadas. Tenho o meu tempo ocupado, com o Fado, bom companheiro, é pena, mas ainda não estou curado, de uma paixão e amor verdadeiro. Levei tempo para compreender as mentes do ser humano, cai dentro desses embaraços, sofri a dor dos enganos. Das dores que me faz chorar, é aquela que trago no peito, sofri por amar, dói quando acordo e adormece quando me deito.

terça-feira, 22 de março de 2011

Numa Primavera encantada

Num encanto profundo, ele caiu, foi se deixando levar por aquela ternura, quase perdição. Porém, ia no seu ouvido uma voz, que o fazia adorar um fado. Um destino que já estava traçado e apenas aquela ''voz'' cantava aquilo que estava destinado, um 'caso arrumado', um sonho quebrado, na sombra de uma ternura que o encantava. Um carinho, que com ternura o fazia recordar boas lembranças de infância, de uma criança que a felicidade invade o peito e inunda de ternura os momentos que passava. 
Todas as palavras, todos os momentos que ele passava ao sabor daquelas palavras, deixavam-no aconchegado, ficava feliz com as palavras de encanto que ela o dizia. Mas com o tempo tudo aquilo, toda aquela ternura e aventura, entrava numa recta final, ele, compartilhava uma paixão, uma ternura que sentia, ele, desconhecendo as razões que ela tinha para o fazer sentir tudo aquilo que ele sentira.
Ele, naquela ternura, enlaçava-se com todo o carinho que tinha, para que ela se sentisse bem, confortada.
Tudo acabou, tudo teve um fim, tão rápido quanto àquilo que começara. Ele com ela compartilhou uma ternura, ela com ela compartilhou uma tempestade e um turbilhão de sentimentos.
A vida é mesmo assim, não nos oferece aquilo que queremos, oferece-nos momentos, e nos momentos, tempo para viver, tempo para sonhar, tempo para gostar, tempo para encantar e tempo para amar, e tudo de bom que temos na mão e as oportunidades que nos dão podem cair por terra sem porquês, de um momento para o outro sem saber-mos como pode tudo isto acontecer.   
E na letra de outro fado ele encontrara as palavras que ditavam tudo o que acontecera, no Fado, Primavera quem lhe dera quem os dera, ter morrido antes daquele dia.

sexta-feira, 18 de março de 2011

Um caso de encanto

Numa nova página, ele escrevia, não em rimas mas fazia para que a métrica da escrita fosse certa. Anda apenas a caminho de uma descoberta, de uma paragem incerta onde ele podesse parar.
Sonhava caminhar pelo mundo, de passo a passo foi se cruzando com diversos tipos de gente, que certamente, não se queria ter cruzado, outras às quais nem sonhara conhecer, outras que o magoaram e outras que lhe fizeram muito bem.
De entre essas pessoas, uma que entrara em sua vida a pouco tempo, está a fazer-lhe muito bem, é uma pessoa como ele nunca havia conhecido antes. Essa menina está a fazer-lhe muito feliz, encontram se agora em um mundo reservado só e apenas a eles próprios, claro que um dia saíram desse mundo e alargaram os seus horizontes, mas por enquanto vão vivendo o seu mundo, preocupam-se em descobrir-se.
Ela, pelo que parece àquele rapaz, lhe é semelhante em alguns aspectos, entre eles, o que ele mais valoriza e é aquele que o rapaz nunca tivera de ninguém, o carinho, esse, ela o sabe dar como uma princesa que quer bem ao seu príncepe, fazendo desta história, aquilo que ainda pode ser uma grande história de amor. Aquela moça, de olhos queridos, com uma forma muito agradável de falar, com uma voz encantadora, que faz o menino sonhar todas as horas, os minutos parecem horas quando ele se vê privado, da sua doce forma de falar.
Conheceram-se em uma noite que marcou as suas vidas, não só pela importância da noite para cada um, como pela importância daqueles dois olhares que se cruzaram.
Para ele, e embora não confessara, naquele momento o mundo parou, as lágrimas estancaram dentro dos seus olhos ao ver o encanto que dentro dos olhos dela existia. Aquele olhar, os prendera, o abraço eternizou-se nas suas vidas e hoje as suas vidas encontram-se cruzadas por uma amizade apaixonante.
Ela tem um toque doce de ternura, que o encanta a cada dia que passa, dentro dos seus mundos em comum vão compartilhando os fados que os tornam eternos, em muitos casos arrumados em suas vidas, eles seguem no seu próprio caso, um caso de encanto, ternura, felicidade e alegria. Para ele, ela foi uma das pessoas que apareceu em sua vida, tornando-a mas interessante, mais viva, mais intensa, mais alegre e com novo sentido.
Vão vivendo a dois, dentro daquele doce mundo que ela o torna, fazendo da vida daquele rapaz que já andava de esperança perdida, uma vida com nova esperança.
De entre muitas outras coisas, a ternura e a beleza daquela menina é indiscritível, não há poetas nem cantores que consigam descrever a suas beleza, quando ela olha, quando ela canta, quando ela abraça e quando ela fala, qualquer pessoa fica de coração tocado com a sua ternura.


quarta-feira, 16 de março de 2011

História de outrora.

Ele não a guarda como dantes, naquele lugar especial, que perdera sentido com o sentido que ela ia dando àquelas duas vidas.
Ela mentiu às leis do próprio coração quando dizia que só a ele amava, só dele gostava, enquanto que aos olhos de fora todos sabiam que não era assim, que ele apenas estava a provar do amargo pão, que outrora alimentava outras bocas.
Aquele amargo fel, que tinha impregnado na pele, ele foi beijando a sabor da sua própria perdição, saboreando aquele veneno que ela lhe dava a beber, como se não houvesse amanhã, ia bebendo e matando a sede que lhe valia mais.
Ela foi encontrada onde andava a desprimor dos seus valores, onde alguém de nome forte e de valor lhe estendia a mão para lhe dar vida boa, mas não era esse seu interesse, anda à procura de alguém que lhe preenchesse seus caprichos de mulher que domina. Encontrara aquele que lhe deu a mão, carinho e amor como pão e vinho para alimentar a sua alma vazia, mesmo assim não se contentava e estava em busca de mais, em uma pessoa que só aquilo sabia dar e no que sabia dar era perito.
Ele queria apenas ajuda-la a sair de uma tristeza, que depois ele se apercebera que era fictícia, que só existia quando ele estava por perto, pois ela na sua presença fazia-se de pobre alma abandonada, apenas para que ele se desse aos seus caprichos.
Ninguém sabia que aquele corpo carecia duma dose controlada de amor e impetuosidade, para alimentar a paixão que lhe fugiu dos dedos e o ódio que outros homens desonrados lhe tinham causado. Ele só lhe sabia dar o amor que ele sentia, causando-lhe a ela carência do sentimento de repulsa, que não podia viver sem.
Ele deixo-a e seguiu vida, vindo mais tarde a ser alguém, alguém que deixara de ser por ela, outra vez de nome forte e cabeça erguida, foi Sr. de uma arte, foi amigo de quem nunca o esquecera, foi companheiro daquela que era feliz a seu lado e continua de vida boa. Perdera aquele encanto que outrora tinha, por uma mulher que em momento algum lhe dera valor, que importa que o seu coração lhe diga sim ou não se continua a viver, hoje de vida melhor, mais calma, sem problemas, sem complexos e traumas.
As palavras que ela lhe dizia tinham dores e alegrias mas só ternura lhes deixavam, por ela não houvera ninguém a quem ela se desse de corpo e alma, podia ter sido mãe, podia ter sido alguém mas foi esquina de rua.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Àquele olhar Diabolico...

Porque é que eu continuo aqui?.

Vagueio por essas ruas onde ainda mora recordações, que fizeram parte da minha vida, que foi se moldando à sombra da minha pura estúpides. Quem não sofreu e lutou por amor, quem não passou por cima de tudo por um amor que nos é eterno na mente e no coração, que me atire a primeira pedra.

Vivo neste sofrimento profundo, caminhando pelo mundo.

Eu não ando à toa, jogo para o ar, só me demonstram o que são, aqueles que agarram com as mãos, o que a inteligência não consegue agarrar.



Será que vale a pena? (Já dizia o Mestre, "Vale sempre a pena quando a alma não é pequena.")

Fazem parte de uma colmeia a produzir Falsidade, esse doce mel eu tenho o prazer de bebe-lo, não me faz mal, esse forte sabor de cheiro intenso apura-me os sentidos e fico cada dia mais próximo daquilo que chamam, um rapaz vivido, que já viu muita m*rda e já andou num chão caído.
Nunca me esqueço de quem me curou a ferida, merecia ter ficado de ferida aberta, porque eu admito que baixei me ao nível de gente de m*rda, mas é como digo, quem nunca fez loucuras por amor, que atire a primeira pedra.
Eu amei e soube o que era o amor, essa doença, que pode ser tão boa como má, a mim só me tirou tudo o que eu tinha, e o dom que tenho guardei-o dentro de uma gaveta, o pior erro da minha vida, vale a pena lembrar, não é que eu me esqueça.
Vou me levantando devagar, vou me erguendo aos poucos, apesar de estar louco... (em tom de voz baixo) "Xiuuu... Ninguém sabe...", " Vou vivendo por aí, sem saber o que fazer, dizer ou sentir." (Como se dizia antigamente).
Só faz falta quem está, hoje em dia é assim, nos meus tempos dizia-se: "Um por todos e todos por um", ou era na minha terra? Olha já não sei... Sei que não minha infância brincava aos Três Mosqueteiros, era feliz na minha inocência.
Hoje aquela inocência de outrora, se perdera com o tempo, com as almas que passaram na minha rua...
Das maiores dores a morte seguiu em frente, a solidão seguiu em frente, mas as que ficaram pertencem a um amor perdido.
Tenho muitos traumas; muitos medos; muitos segredos; e a minha loucura essa anda por cá a atormentar-me os dias, a fazer das noites sombrias, vozes atormentam-me num sim e não constantes...
Vou vivendo, vou aguentando, como se não me faltasse mais nada na vida, apareceu-me um amor... Mas o que é o amor? É aquilo que eu vivi? É a dor que eu passei? É as noites a chorar que eu perdi? São as feridas que fizeram-me arder a pele? É os amigos que eu perdi? É o dom que deitei pela janela? O que é o amor?