quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Encontra-me


Se por ventura disser que me perdi,
por entre as ruas da cidade,
sabes onde me encontro em ti
procura-me na tua saudade.
Pois na minha onde te encontro,
num sentimento acumulado
no peito onde defronto
contigo no pensamento em todo lado.
Diz-me se sentes como eu,
diz-me se vivo num sonho
dentro desse mundo teu
no nosso sentimento me ponho.
Abro portas para procurar-te
navego nos mares à tua procura,
quem me dera poder encontrar-te
nas noites da nossa loucura.
Um ar de tristeza no teu cansaço,
tento tapar as noites de solidão,
querendo agarra-te no meu abraço
para que sintas o bater do meu coração.
Voltas e voltas na minha cabeça
pensa pensamento no que sentir,
o bater do meu peito pára e começa
na tua doce forma de existir.
Nesta ânsia de te querer
dói o peito, da tua distância,
é dolorido saber
que não vou ter a essência,
que acalma a minha ânsia.
À janela onde me ponho
dói ao ver-te partir,
acordo, estavas no meu sonho,
se não estiveres ao meu lado,
aqui, quero voltar a dormir.
Faz-me sentir vivo; promete, jura.
Dá sentido a esta vida que vivo aqui,
o calor dos corpos da nossa alma pura,
mostrando aquilo que tu me dás
e aquilo que eu te dou a ti.
Verdade seja e nunca mentira
que este sentimento nunca senti.
As manhã que acordo e não te vejo,
deixam o meu dia nublado,
o dia sem sentido, sem o teu beijo
se não for de manhã, que te tenha
toda a noite a meu lado.
Mata este desejo que nos devora
pintado na tela da tua ausência,
a ansiedade não faz curta a hora,
de poder ter de volta a tua essência.

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