Se
por ventura disser que me perdi,
por
entre as ruas da cidade,
sabes
onde me encontro em ti
procura-me
na tua saudade.
Pois
na minha onde te encontro,
num
sentimento acumulado
no
peito onde defronto
contigo
no pensamento em todo lado.
Diz-me
se sentes como eu,
diz-me
se vivo num sonho
dentro
desse mundo teu
no
nosso sentimento me ponho.
Abro
portas para procurar-te
navego
nos mares à tua procura,
quem
me dera poder encontrar-te
nas
noites da nossa loucura.
Um
ar de tristeza no teu cansaço,
tento
tapar as noites de solidão,
querendo
agarra-te no meu abraço
para
que sintas o bater do meu coração.
Voltas
e voltas na minha cabeça
pensa
pensamento no que sentir,
o
bater do meu peito pára e começa
na
tua doce forma de existir.
Nesta
ânsia de te querer
dói
o peito, da tua distância,
é
dolorido saber
que
não vou ter a essência,
que
acalma a minha ânsia.
À
janela onde me ponho
dói
ao ver-te partir,
acordo,
estavas no meu sonho,
se
não estiveres ao meu lado,
aqui,
quero voltar a dormir.
Faz-me
sentir vivo; promete, jura.
Dá
sentido a esta vida que vivo aqui,
o
calor dos corpos da nossa alma pura,
mostrando
aquilo que tu me dás
e
aquilo que eu te dou a ti.
Verdade
seja e nunca mentira
que
este sentimento nunca senti.
As
manhã que acordo e não te vejo,
deixam
o meu dia nublado,
o
dia sem sentido, sem o teu beijo
se
não for de manhã, que te tenha
toda
a noite a meu lado.
Mata
este desejo que nos devora
pintado
na tela da tua ausência,
a
ansiedade não faz curta a hora,
de
poder ter de volta a tua essência.
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