No toque das mãos
no encontro de um olhar,
no calor dos corpos
ao sabor do mar.
Na ondulação de um pensamento não realizado,
hoje já é tarde para aquilo que amanhã será passado.
Foi a primeira sensação de um sentimento nunca experimentado.
Quem me dera, quem nos dera
passar a barreira do tempo
para um passeio no passado.
Penetra-me na alma arranca-me os sentidos,
volta aos passos onde os passos vividos
nunca, olhares serão esquecidos,
palavras apagarão tudo o que tenhamos dito
o sabor da pele nos lábios já mais sentidos.
Olhar para as estrelas que marcam a rota
de um sentimento na pele vivido.
Quando esperas e desesperas
pelas palavras que eu também espero,
do outro lado do lado mais controverso
de sentir como queres e eu quero,
as palavras como se tocassem na pele.
Vesti-las e sair pelas ruas,
para ir-mos para o lado
onde as palavras despem
as nossas almas nuas.
Nas mãos trago fragrâncias
de um anjo quando estive no céu,
quanto mais perto maiores as distâncias
revertendo as distâncias
na sombra de um acto escondido
onde o acto já mais cai no esquecimento.
É não ter o desejo contido
no calor do certo momento.
Não, os corpos não querem esperar
por não haver momento certo.
Na incerteza de fechar de olhos
no aproximar de um beijo,
da-me certeza da incerteza
que tenho aos molhos,
que é mesmo esse o desejo.
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