Onde estão as palavras,
onde está o sentimento,
para onde foi o tempo
em que a sorrir me encontravas.
O tempo marca a gente
no passar, ficando as memórias.
No passar das horas lembro vagamente
de tais risos, tais contos, tais histórias.
Quanto vale a alegria de viver?
Quanto vale a força de querer?
Sebes que nem tudo foi alegrias,
mas o tempo supera as nostalgias.
Ainda cá vens partilhar comigo,
aquilo que sinto, tua forma de vida.
Como outrora, hoje não consigo,
levaram de mim e hoje anda perdida
a alma que dolente hoje caminha,
por entre os vales, montanhas e montes,
levando com ela uma dor só minha
que não percebes, não vês, mesmo que apontes.
Não tenho qualquer dom ou qualidade,
não tenho nada mais que se note ou se veja,
nem tudo na vida resume-se à idade
mas sim ao que vivi e quando digo é com certeza.
Já vi tantas coisas no Luar,
nas noites de solidão onde o frio aquecia,
os meus sentidos, a forma de pensar
e a própria vida que me esquecia.
quinta-feira, 14 de junho de 2012
segunda-feira, 11 de junho de 2012
Nesse olhar
Estamos tão bem,
um para o outro cegamente,
sem ver que o nosso mundo tem
mais que aquilo que vemos certamente.
Um olhar tom de diamante,
uma voz doce que me guia
ao sonho que já via distante,
no encontro da tua mão fria.
Um abraço num sítio esquecido,
que as nossas almas descobrem sem querer,
dá-me mais do que eu não tenho vivido
e vou descobrindo contigo, uma forma de viver.
Na tua doce forma de sentir
onde eu me perco docemente,
na tua voz doce de se ouvir
entrego os meus sentidos impunemente.
Nesses teus olhos onde minha alma
perde-se no encanto puro e indulgente,
repouso na fragrância da tua pela que acalma
este corpo cansado, deste viver consciente.
A inspiração que traz-me o teu carinho
quando me tocas com ternura,
deixa-me a pensar sozinho
que a tua ausência seria tortura.
Química forte dos nossos sentimentos,
das nossas almas, do nosso querer,
divide todo o tempo em breves momentos
que quando juntos, mais queremos ter.
Já não sentia um sorrir,
já não esperava por muito aqui,
fizeste-me sonhar no teu sentir
e esquecer muito que sofri.
um para o outro cegamente,
sem ver que o nosso mundo tem
mais que aquilo que vemos certamente.
Um olhar tom de diamante,
uma voz doce que me guia
ao sonho que já via distante,
no encontro da tua mão fria.
Um abraço num sítio esquecido,
que as nossas almas descobrem sem querer,
dá-me mais do que eu não tenho vivido
e vou descobrindo contigo, uma forma de viver.
Na tua doce forma de sentir
onde eu me perco docemente,
na tua voz doce de se ouvir
entrego os meus sentidos impunemente.
Nesses teus olhos onde minha alma
perde-se no encanto puro e indulgente,
repouso na fragrância da tua pela que acalma
este corpo cansado, deste viver consciente.
A inspiração que traz-me o teu carinho
quando me tocas com ternura,
deixa-me a pensar sozinho
que a tua ausência seria tortura.
Química forte dos nossos sentimentos,
das nossas almas, do nosso querer,
divide todo o tempo em breves momentos
que quando juntos, mais queremos ter.
Já não sentia um sorrir,
já não esperava por muito aqui,
fizeste-me sonhar no teu sentir
e esquecer muito que sofri.
segunda-feira, 4 de junho de 2012
Uma madrugada
No toque das mãos
no encontro de um olhar,
no calor dos corpos
ao sabor do mar.
Na ondulação de um pensamento não realizado,
hoje já é tarde para aquilo que amanhã será passado.
Foi a primeira sensação de um sentimento nunca experimentado.
Quem me dera, quem nos dera
passar a barreira do tempo
para um passeio no passado.
Penetra-me na alma arranca-me os sentidos,
volta aos passos onde os passos vividos
nunca, olhares serão esquecidos,
palavras apagaram tudo o que tenhamos dito
o sabor da pele nos lábios já mais sentidos.
Olhar para as estrelas que marcam a rota
de um sentimento na pele vivido.
Quando esperas e desesperas
pelas palavras que eu também espero,
do outro lado do lado mais controverso
de sentir como queres e eu quero,
as palavras como se tocassem na pele
vesti-las e sair pelas ruas,
para ir-mos para todo lado
onde as palavras que despem
as nossas almas nuas.
Nas mãos trago fragrâncias
de um anjo quando estive no céu,
quanto mais perto, maiores as distâncias
revertendo as distâncias
na sombra de um acto escondido
onde o acto já mais cai no esquecimento.
É não ter o desejo contido
na flor do nosso próprio tempo.
Noite bem passada
companhia na madrugada,
que deixa a alma inspirada
para mais uma pitada
de sentimento na alma.
no encontro de um olhar,
no calor dos corpos
ao sabor do mar.
Na ondulação de um pensamento não realizado,
hoje já é tarde para aquilo que amanhã será passado.
Foi a primeira sensação de um sentimento nunca experimentado.
Quem me dera, quem nos dera
passar a barreira do tempo
para um passeio no passado.
Penetra-me na alma arranca-me os sentidos,
volta aos passos onde os passos vividos
nunca, olhares serão esquecidos,
palavras apagaram tudo o que tenhamos dito
o sabor da pele nos lábios já mais sentidos.
Olhar para as estrelas que marcam a rota
de um sentimento na pele vivido.
Quando esperas e desesperas
pelas palavras que eu também espero,
do outro lado do lado mais controverso
de sentir como queres e eu quero,
as palavras como se tocassem na pele
vesti-las e sair pelas ruas,
para ir-mos para todo lado
onde as palavras que despem
as nossas almas nuas.
Nas mãos trago fragrâncias
de um anjo quando estive no céu,
quanto mais perto, maiores as distâncias
revertendo as distâncias
na sombra de um acto escondido
onde o acto já mais cai no esquecimento.
É não ter o desejo contido
na flor do nosso próprio tempo.
Noite bem passada
companhia na madrugada,
que deixa a alma inspirada
para mais uma pitada
de sentimento na alma.
Subscrever:
Mensagens (Atom)