quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Saudade

Porque é que a vida não nos une?
Procuro por ti todas as horas,
da nossa distância, negro ciúme,
consome-me a alma noite fora.
Solidão dói no peito, onde tu,
não estás e demoras,
tão longa a dor na tua ausência
neste coração onde tu moras.
Queria ter-te ao menos por um segundo
para matar a saudade desses lábios,
onde num sentimento mais profundo
mato a saudade que me mata,
já diziam os sábios.
Quando os meus olhos encontram
a doçura dos teus, onde me perdi,
encontro-me onde os meus nunca pensaram
ter a felicidade que enfim percebi.
Porque é que o destino roubou-me
ao menos um abraço teu,
a tua essência abraçou-me
no leito do que não aconteceu.
Chamo por ti imploro, por tudo, 
grito às nuvens no céu sem fim,
que como o vento corre o mundo
traga o teu corpo até a mim.
Olha para o céu e dá um sorriso,
nem a estrela mais brilhante,
tem o brilho, que eu preciso,
do teu olhar de diamante.

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