Talvez fosse ouvido de longe,
quando se ouve de perto,
um louco vago que se esconde,
em um caminho incerto.
Podia correr a 342 m/segundo,
num grito calado que ninguém entende,
talvez quisesse ir mais ao fundo,
no vosso 'eu' e no meu presente.
Fiquei à espera, esperei muito tempo.
Andei pelas ruas espalhando sentimentos,
de tanto esperar fui levado pelo vento,
onde aprendi mais, fui dono dos momentos.
Sozinho, fui me deixando levar nas palavras,
que hoje não tem qualquer significado,
estão guardadas na memória
e vivem ao teu lado.
Onde estás guardada dentro de mim,
em um puro lugar que não tem fim,
as minhas palavras ja estão gravadas
onde valem tudo ou não valem nada.
Pura, a loucura, descontrolada,
de uma mente que vagueia,
dentro do seu signifícado,
são memórias de um passado.
Quando foi a ultima vez que olhei?
Qual foi a ultima vez que admirei?
O teu gesto mais sincero escondido,
sou vivido, nem metade sou do que serei.
Quando o teu olhar se cruzar com o meu
num dia nublado ou à luz de um candieiro
que ao fim da noite já vai apagado
se passares por aqui
ou se viver ao teu lado.
Será que ainda resta dentro de ti
signíficado daquilo que sou?
será que resta algo do que fui?
será que a minha alma já voou
de dentro do jardim que a tua alma possui?
Quem sou eu aqui,
sou alguém ou nunca vivi?
como petalas secas, caem pedassos do meu peito,
vivo como vivo, vivo do meu jeito.
quarta-feira, 28 de abril de 2010
quinta-feira, 15 de abril de 2010
Caminham Incertos?
Onde se esconde minha alma vazia,
onde se encontra minha alma fria,
cheia de tristezas e poucas alegrias,
segue sem luz na noite sombria.
Onde estás? Para onde foste?
Não sei quem és, nem de onde vens,
não sei como pisas, nem o que tens.
Vai distante a memória
que me lembra de ti,
não sei se te conheço ou se te esqueci,
com meu destino incerto não sei se te vi,
sobra me só a lembrança do que te ofereci.
Tudo o que eu tinha nas mãos,
escorreram como água rumo ao chão,
perderam-se os sonhos de futuro
vivem do fruto maduro,
desprezam-no ao apodrecer,
esquecem se os céus quando anoitece,
lembram-se do céu ao anoitecer.
Confusos, caminham em linhas tortas,
sem saber o que fazer às almas já mortas,
mortas de desgostos e desilusões,
que as vivas almas proporcionam aos seus corações.
Andando sem rumo e sem destino,
apenas quero seguir o meu caminho,
a minha alma à muito já morta,
segue fria sobre a linha torta.
talvez como uma Félix renasça das cinzas,
aguarela pintada a várias tintas.
Só te peço para que não mintas
e olhes para ti antes de dizeres que sou diferente,
apenas tenho uma visão,
diferente de outros tipos de gente.
Se sabes do que falo,
não digas que és igual a mim,
acredita apenas que a nossa alma não tem fim.
Se ficas-te confuso, não digas que não sabes nada,
tira como conclusão que não andamos na mesma estrada.
Mas se compreendes-te tudo o que digo,
então podes dizer : - Sou teu amigo.
Se achas-te apenas uma barbaridade,
acredita que talvez não tenhamos a mesma idade.
Esta velha alma cansada de andar,
caminhou por ruas onde também podes caminhar.
Só queria que um dia soubesses verdadeiramente,
o sentido do verbo respeitar...
Também desrespeitei não fico impune,
por este sentimento que também nos une.
Porém nunca tive essa intenção,
levo mais que palavras, levo um coração.
Será que não vês, não entendes?
Diz-me então apenas o que sentes.
Se te toquei na ferida peço desculpa,
não era a minha intenção,
a minha consciência vagueia,
por todo lado, até por onde deitas a mão.
O que é feito de ti, se nem tu próprio
minimamente te conheces,
não quer dizer que respeito não mereces.
Onde se esconde os teus medos?
Dentro dos teus olhos e nos teus segredos.
Onde se esconde a tua voz?
Num sítio vazio, onde nunca estivemos a sós.
As minhas almas caminham comigo,
não vale a pena dizeres que caminham contigo.
Apenas eu sei porque o digo,
o maior dos segredos que sigo,
não passa por entre os dedos nem pelo que digo...
onde se encontra minha alma fria,
cheia de tristezas e poucas alegrias,
segue sem luz na noite sombria.
Onde estás? Para onde foste?
Não sei quem és, nem de onde vens,
não sei como pisas, nem o que tens.
Vai distante a memória
que me lembra de ti,
não sei se te conheço ou se te esqueci,
com meu destino incerto não sei se te vi,
sobra me só a lembrança do que te ofereci.
Tudo o que eu tinha nas mãos,
escorreram como água rumo ao chão,
perderam-se os sonhos de futuro
vivem do fruto maduro,
desprezam-no ao apodrecer,
esquecem se os céus quando anoitece,
lembram-se do céu ao anoitecer.
Confusos, caminham em linhas tortas,
sem saber o que fazer às almas já mortas,
mortas de desgostos e desilusões,
que as vivas almas proporcionam aos seus corações.
Andando sem rumo e sem destino,
apenas quero seguir o meu caminho,
a minha alma à muito já morta,
segue fria sobre a linha torta.
talvez como uma Félix renasça das cinzas,
aguarela pintada a várias tintas.
Só te peço para que não mintas
e olhes para ti antes de dizeres que sou diferente,
apenas tenho uma visão,
diferente de outros tipos de gente.
Se sabes do que falo,
não digas que és igual a mim,
acredita apenas que a nossa alma não tem fim.
Se ficas-te confuso, não digas que não sabes nada,
tira como conclusão que não andamos na mesma estrada.
Mas se compreendes-te tudo o que digo,
então podes dizer : - Sou teu amigo.
Se achas-te apenas uma barbaridade,
acredita que talvez não tenhamos a mesma idade.
Esta velha alma cansada de andar,
caminhou por ruas onde também podes caminhar.
Só queria que um dia soubesses verdadeiramente,
o sentido do verbo respeitar...
Também desrespeitei não fico impune,
por este sentimento que também nos une.
Porém nunca tive essa intenção,
levo mais que palavras, levo um coração.
Será que não vês, não entendes?
Diz-me então apenas o que sentes.
Se te toquei na ferida peço desculpa,
não era a minha intenção,
a minha consciência vagueia,
por todo lado, até por onde deitas a mão.
O que é feito de ti, se nem tu próprio
minimamente te conheces,
não quer dizer que respeito não mereces.
Onde se esconde os teus medos?
Dentro dos teus olhos e nos teus segredos.
Onde se esconde a tua voz?
Num sítio vazio, onde nunca estivemos a sós.
As minhas almas caminham comigo,
não vale a pena dizeres que caminham contigo.
Apenas eu sei porque o digo,
o maior dos segredos que sigo,
não passa por entre os dedos nem pelo que digo...
domingo, 4 de abril de 2010
Por onde anda...
Ver-te só ao ver-te chegar,
confundir a luz com o sol
e o sol com o luar,
quando ainda me sinto,
do lado de lá.
nunca se perde a vontade,
fugindo à realidade
daquele nosso lugar,
será que ao ter-te perto
estarias mais longe,
mais perto te tenho
ao ter a memória que não foge.
É apagar a chama com gasolina,
seres mais que meu vício, heroína,
dos dias mais completos com o teu abraço,
já que em tudo o que faço,
tem um toque teu,
o teu amor num eu
que voltou a viver,
a sonhar e querer ter,
sempre a tua companhia
minha doce magia,
luz e fogo dos meus dias,
e a maior alegria
encontra-se no teu olhar,
onde o meu coração se perdeu,
e encontra-se a voar,
flutua nos teus braços
sem querer parar.
Todos os dias, são dias para sorrir,
sorri hoje para mim pois amanhã
não sei se estarei aqui,
mesmo que estiver ontem posso dizer te vi,
feliz como um pássaro que voa,
e se não te vi a saudade soa
à doce vontade de ter-te por perto,
à amarga solidão da tua distância neste deserto...
confundir a luz com o sol
e o sol com o luar,
quando ainda me sinto,
do lado de lá.
nunca se perde a vontade,
fugindo à realidade
daquele nosso lugar,
será que ao ter-te perto
estarias mais longe,
mais perto te tenho
ao ter a memória que não foge.
É apagar a chama com gasolina,
seres mais que meu vício, heroína,
dos dias mais completos com o teu abraço,
já que em tudo o que faço,
tem um toque teu,
o teu amor num eu
que voltou a viver,
a sonhar e querer ter,
sempre a tua companhia
minha doce magia,
luz e fogo dos meus dias,
e a maior alegria
encontra-se no teu olhar,
onde o meu coração se perdeu,
e encontra-se a voar,
flutua nos teus braços
sem querer parar.
Todos os dias, são dias para sorrir,
sorri hoje para mim pois amanhã
não sei se estarei aqui,
mesmo que estiver ontem posso dizer te vi,
feliz como um pássaro que voa,
e se não te vi a saudade soa
à doce vontade de ter-te por perto,
à amarga solidão da tua distância neste deserto...
quinta-feira, 1 de abril de 2010
Louco...
Meu coração pertence,
aquela que o conquistou,
arrancou-o do meu peito
e no seu o colocou.
Trancado a sete chaves,
não voa como aves,
à procura de um ninho,
sempre voou baixinho
e no coração dela parou.
Pois ela preparou
o mais doce aconchego,
trouxe a paz e o sossego,
a esta alma atormentada,
hoje sou tudo...
antes dela nada.
foi quem deu sentido,
aos anos de vida vividos,
ao luar ao anoitecer,
ensinou-me e fez-me crescer,
dentro de um mundo desconhecido,
levo a certeza que nunca serei esquecido,
da memória que nos juntou.
Do sonho que connosco sonhou,
e ainda hoje sonha,
pois nunca terá fim,
este amor que para mim,
é vida, é o amanhecer,
de um sonho que sonhei contigo
e libertou-me da dor,
onde não deixei de ser amigo
mas passei a ser amor...
aquela que o conquistou,
arrancou-o do meu peito
e no seu o colocou.
Trancado a sete chaves,
não voa como aves,
à procura de um ninho,
sempre voou baixinho
e no coração dela parou.
Pois ela preparou
o mais doce aconchego,
trouxe a paz e o sossego,
a esta alma atormentada,
hoje sou tudo...
antes dela nada.
foi quem deu sentido,
aos anos de vida vividos,
ao luar ao anoitecer,
ensinou-me e fez-me crescer,
dentro de um mundo desconhecido,
levo a certeza que nunca serei esquecido,
da memória que nos juntou.
Do sonho que connosco sonhou,
e ainda hoje sonha,
pois nunca terá fim,
este amor que para mim,
é vida, é o amanhecer,
de um sonho que sonhei contigo
e libertou-me da dor,
onde não deixei de ser amigo
mas passei a ser amor...
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