terça-feira, 22 de março de 2011

Numa Primavera encantada

Num encanto profundo, ele caiu, foi se deixando levar por aquela ternura, quase perdição. Porém, ia no seu ouvido uma voz, que o fazia adorar um fado. Um destino que já estava traçado e apenas aquela ''voz'' cantava aquilo que estava destinado, um 'caso arrumado', um sonho quebrado, na sombra de uma ternura que o encantava. Um carinho, que com ternura o fazia recordar boas lembranças de infância, de uma criança que a felicidade invade o peito e inunda de ternura os momentos que passava. 
Todas as palavras, todos os momentos que ele passava ao sabor daquelas palavras, deixavam-no aconchegado, ficava feliz com as palavras de encanto que ela o dizia. Mas com o tempo tudo aquilo, toda aquela ternura e aventura, entrava numa recta final, ele, compartilhava uma paixão, uma ternura que sentia, ele, desconhecendo as razões que ela tinha para o fazer sentir tudo aquilo que ele sentira.
Ele, naquela ternura, enlaçava-se com todo o carinho que tinha, para que ela se sentisse bem, confortada.
Tudo acabou, tudo teve um fim, tão rápido quanto àquilo que começara. Ele com ela compartilhou uma ternura, ela com ela compartilhou uma tempestade e um turbilhão de sentimentos.
A vida é mesmo assim, não nos oferece aquilo que queremos, oferece-nos momentos, e nos momentos, tempo para viver, tempo para sonhar, tempo para gostar, tempo para encantar e tempo para amar, e tudo de bom que temos na mão e as oportunidades que nos dão podem cair por terra sem porquês, de um momento para o outro sem saber-mos como pode tudo isto acontecer.   
E na letra de outro fado ele encontrara as palavras que ditavam tudo o que acontecera, no Fado, Primavera quem lhe dera quem os dera, ter morrido antes daquele dia.

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