quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Pensamentos

É difícil respirar quando a dor aperta-nos os sentidos, é difícil conter a raiva quando ela nos quer dominar. É difícil andar quando só me quero esconder. É difícil falar quando só quero desaparecer. Porque é que és tão forte? O que fiz para merecer?
Se Deus mandasse a morte,
sem forma de morrer
teria eu sorte
de desaprender a viver.
Pois maior é a dor,
que o consolo não dá fim,
é amargo o sabor
desta dor que há em mim.
Só sei que nada sei,
nada soube até então.
Sem aprender aprenderei,
como é viver com este meu coração.
Já nem sei o que diga,
as palavras já não são como outrora
esta dor já amiga
amanhã, ontem e agora.
Neste peito latente
bate coração sem saber,
se um destino segue somente
na forma mais certa de sofrer.
Se sentes expressa,
se queres conquista,
se sofres apressa,
segue e não desistas.
Eu não sou eterno,
a vida não para.
Mais palavras no caderno
dita que a ferida não sara.
A alma anda perdida,
meu destino anda incerto,
já pouco tenho de vida
o outro lado está mais perto.

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