Para nunca mais voltar,
lembrem se de mim quando a brisa passar,
o vento levar, as memórias de outrora.
O passado, o presente, o aqui e o agora.
Sou mal, sou péssimo, egoísta e vagabundo,
culpado do meu silêncio que quis tirar alguém do fundo.
Levo comigo as memórias de um tempo que passou,
recordações das pedras que os meus pés tatuou,
lembranças de um sorriso que foi não voltou.
Um dia quando tudo for cinzas, voltarei,
para dizer apenas que vos levei na memória.
Que a cada dia que passou,
que um de nós passou, parou, olhou e...
Encheram de lágrimas os olhos
das lembranças e memórias,
do orgulho frio e vazio que bloqueia o caminhar.
Vou continuar o meu caminho
sem saber o que fazer, dizer ou sentir.
Essas palavras vão me ficar guardadas no peito,
na doce forma de existir, lembrando fragmentos
melódicos que conquistavam a multidão.
Esta sempre guardadas, acredites ou não,
dentro do menor que é o meu coração.
Sou nada, sou ninguém,
sou mentira, sou verdade,
sou ódio, sou pesadelos,
sou cinza e escombros.
Continuo a existir por haver lembranças.