quarta-feira, 27 de abril de 2011

Reviravolta ao distânte passado...

Podias chamar-lhe o que quisesses e fazer o que querias, pois a minha mente estava a vaguear por entre a maresia. Era tão eterno para o meu peito que a cegueira tomou conta do que era a razão, das armas que eu tinha na mão para proteger a minha tão doce carência de solidão, do isolamento perfeito que a minha alma precisava, era tão fácil atingi-lo, apenas era preciso que eu criasse a coragem que aquele sentimento corrompia.

Talvez um dia tenhas a leve capacidade de pensar que eras o espelho em mim do sentimento de dor que estavas a passar. Tão grande era a tua dor que a minha alma fraca não aguentou com tanta pressão psicológica e foi-se abatendo por entre os teus escombros, foi-se degradando dentro da depressão que te assombrava. A minha cabeça, dentro daquilo que pensavas e acreditavas, ia-se corrompendo e deixando levar mais por aquilo que batia por ti num batimento acelerado.

De arrependimento está o meu peito cheio, se isso trouxesse tudo de volta (vida-de-rua), então talvez de tudo outra vez estava de volta mas o que mais me revolta é quereres mostrar agora o que não és para depois outro em meu lugar, chorar tudo aquilo que ficou por chorar. 

Tentei testar a tua psicologia, porem de tão fria e sombria a minha própria sabedoria não a atingia. Talvez um dia caia nosso entendimento, que a distância de uma palavra está à distância de um arrependimento. Porém, as mágoas vagueiam pelo mundo e pelos tempos. Será que ela um vai passar, como a velha brisa que paira pelo ar...

O dia que tentares voltar, seja qual for a razão, vai ser tarde pois já foi tarde a hora que a tua alma quis abalar.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Nunca te esqueças do que fui... Posso nunca mais voltar.

O tempo não para, vou aguentando a descarga de emoções e sentimentos, são de outros passatempos para me quererem cativar. Não se esqueçam que de emoções percebo, de palavras entendo. Vou passando despercebido por entre as vielas e ruas do teu destino, onde outrora foi meu caminho. Estou cá "e o tempo não para", nem nunca há de parar, não quero te mal, mas vejo ao longe as tuas lágrimas a chegar. Não foi por falta de aviso, fui teu ombro amigo, olha para trás e vê que eu não merecia... MAS EU ESTOU CÁ!!! E à tua volta quem tens? (Aqueles que te vão acompanhar ao hospital se estiveres lá? Ahahahah).
Tenho quem me salve a vida, não estou seguro de mim próprio, apenas sei que se eu não levantar a minha própria cabeça mais ninguém virá cá levantar.
É muito lindo, é tudo muito bonito, toda a m*rda que anda por ai espalhada. Eu sou aquele que me espalhou por essas ruas...
Apenas fui bom enquanto estive lá?
Não tenho direito de seguir a minha vida?
À já sei, Sou a pior m*rda que existe a face da terra?
Culpas-me porque choras, enquanto que a mim várias vezes puseste a chorar, continua, não me olhes na cara porque seria muito mal para a tua cara olhar. Deus queria um dia não me batas à porta por outro ser te mal-tratar.
Sabes o que é o amor? Sabes o que é amar?
Podes até saber, mas esse verbo tão bonito nunca o saberás conjugar.
Pelas ruas foste "Cão Abandonado"?
Coitada da tua pobre alma, agora pelo menos já sabes a dor do verbo "Abandonar".
É mais fácil jogar a culpa toda em cima todos outros, se eu também vi que, foi mínimo mas errei, só tenho é que perdoar.
Não sou mais m*rda que ninguém para ficar relutante quanto ao meu perdão.
Perdoei, estás perdoado, a partir daí mais nada tens de provar.
Continuamos como dantes pelas ruas a caminhar, está é a atitude certa se eu estivesse no teu lugar.
Não sou dono da razão, sou dono de mim.
Vejo o tempo passar...
Quando é que estives-te presente? Sei que também sou culpado, devia ter-te convidado para pelo menos lá passar, mas já estou FARTO de mandar-te convites e tu nem há m*rda me mandar.
O mundo não tem que andar atrás de ti, andares atrás do mundo também não te vai cansar. Há p*ta de 3 noites que não durmo e hoje consegui estar ao lado de quem ao meu lado se interessou em estar. Eu era louco por um minuto da tua atenção... Mas hoje em dia... Tal qual como tiveste comigo, também contigo tive muita desilusão...
Voltei e ando de cabeça erguida, se queres que te diga, estou me completamente a f*der para que falem mal de mim, passo por quem fala mal, dou um sorriso sem fim, não lhes devo nada, nem devo nada a ninguém, estou me nas tintas para tudo, quero é saber de mim e de quem está a meu lado, são poucos e contam-se pelos dedos de uma mão. Não estou a ser convencido, apenas se não fosse eu a sair do hospital com as minhas pernas, duvido que lá tivesses ido. (Desculpa sei que errei, tinha também que te ter convidado, mas estou FARTO de não atenderes ao meu chamado.)
Sê feliz, depois de tanta m*rda que me fizeste, sem eu te poder dizer pois irias ripostar, tens sempre aqui o meu peito aberto e do tamanho do mundo para te amparar...