quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Entre o Céu e a Lua

É consequente de uma forma de pensar consciente,
quando brilhas nas palavras escritas,
maior sentido a sentir o presente
quando não são lidas e são ditas.
Prende-me à mais doce forma de sentir
num querer e não querer simplificado,
à forma mais complexa de existir
no entrelaçar de um sentimento acumulado.
Chama-lhe como quiseres mas vê com atenção,
quantas formas tem um sentimento.
Olha para dentro do teu coração
e diz-me o que sentes ao passar do tempo.
Não vale a pena esconder,
não vale a pena omitir,
nos olhos pode se saber
muito mais do que estamos a sentir.
No peito um desejo ardente
por aquilo que te estremece a alma,
palavras do coração que não mente 
que te arrepia mas devolve-te a calma.
Perde-te à vontade em qualquer lugar
seja no Céu ou na Lua,
é onde eu vou te encontrar
num fragmento de memória tua.
Escondo-me por entre os espaços
tento medir cada palavra ao falar,
por entre os meus sonolentos passos,
há coisas que nunca quis partilhar.
Também nunca me deram limites para sonhar.

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