quarta-feira, 23 de junho de 2010

Seria diferente

E a pouco e pouco calava-me a voz...

Criei num meio cheio, um vazio na minha alma
para preencher os vossos tempos
e trazer a minha calma...
Escondi-me dentro daquilo que não era,
para que no meio da primavera caminhasse
junto de vós.
Quando gritava "somos nós"
eram vocês e esta criação, e não,
eu, o meu eu e o meu coração.

Chegou a verdade e não a despedida,
posso não ter sido sincero em algum momento de vida
mas quem olhou bem no fundo,
viu e descobriu que na verdade ali morava alguém,
não a minha criação mas sim o que estava mais além.

No fundo sempre sonhamos, e o "deixar de sonhar"
é o sonho de não sofrer,
talvez uma das minhas maiores verdades,
que, saiu do meu eu...
e essa realidade de mim já se escondeu.

Um dia tinha de ser, um dia sabia que iria doer.
Quanto vale um sonho ao sonho de não sofrer.

"Eu fui o culpado"
eu tenho culpa de não me ter mostrado,
mas quando era "eu" sempre fui sozinho
pois nunca ninguém compreendeu os meus sonhos de menino...
Até que alguém chegou, partiu
e depois mostrou...

Que eu sou livre de voar e acreditar
que quem sabe quem eu sou, sabe o sentido do verbo amar...
para sofrer e aprender, não vale a pena voar
mas sim voar para aprender.
Quem me dera ter voado,
mas contigo ao meu lado...

E mais.

Talvez fosse brincadeira a maneira que,
deixava fluir as palavras encanto traçava
um destino sem rumo,
mas eu assumo calado, que, o outro lado do meu fado
no meu pretérito ficava.
Já não havia espaço para atar o laço
mas as minhas palavras justificava,
tudo o que disse fugindo ao silêncio
não me convenço que seria diferente.
Continuo ausente do presente
que me quis encaixar.
Onde será que eu ia parar...
Talvez parasse onde não pudesse sonhar,
quando o sonho já se torna dor,
pensão eles que é por favor,
mas nunca foi...

Quando houver partida ficaram lembranças....
pois este meu mundo é vazio,
onde quase nunca ninguém existiu...
E mais não me pronuncio...

terça-feira, 15 de junho de 2010

Também fui desilusão...

Ainda sabia que seria longe para ser alcançado
mas não tão longe, quando à distância
daquilo que não fizeste mas tens cobrado.
Dentro de tantas certezas, a incerteza dos teus actos

é o que me tem consolado...

Lutei para que fosse diferente
já sabes, tenho poucas palavras e tornei-me ausente,
continuo aqui no mesmo lugar
onde por um passo de magia
não me procuraste mas eu soube te encontrar.

Os ''meus'' fantasmas, são a única ilusão real que tenho como companhia,
conhecem os passos que ninguém se deu para conhecer
fazendo companhia nas ruas frias e vazias.

Também tenho na balança os outros pesos...
não há que preocupar quanto a isso
sei que errei e admito quando for preciso,
deixa que ''eu'' não vejo tudo pelo lado negativo.
Quando tenho escondido de tudo e de todos
as dores que me causam lágrimas que me caem
no rosto ''sozinho'',
talvez ainda seja fácil dar um sorriso...

Não me mata a morte que a todos há de levar,
se eu não de-se mais que ''benefícios''
não voltaria ao mesmo lugar.
Mas continuo em silêncio
para que ninguém saiba da dor
e venha atrás por pena ou caridade,
quanto vale o valor da liberdade?
Pode doer menos ou no mesmo par de igualdade,
quando por uma lágrima viria-se a matar.
e por um pedido deu se voltas à ''gravidade''
eu continuo aqui... Mas se estou a ser injusto
quando o único equilíbrio que pedi não se pode alcançar
''Mais vale partir, para nunca mais voltar''

Mesmo assim ''eu''...
continuo aqui... no mesmo lugar...

não são julgamentos,
não somos ''maus'', são sentimentos...

ainda vamos a tempo de mudar
não serão argumentos que fará a mudança,
são "ACTOS INJUSTIFICÁVEIS" que abrirão portas à ''esperança''
(mudança de pensamentos)
por mim não mas por alguns ''perdida''.