sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Contigo

Por entre mares e marés
por entres rios e colinas
diz-me o que sabes, quem és,
porque é que nos sonhos me dominas.
O vento trás o perfume 
fragmentos de lembranças,
do Luar já é costume 
abraçar nossas esperanças.
Se não sinto,
desminto,
digo que não minto
ao dizer que me devoras,
todo o meu ser
todo o meu querer,
está em ti a toda hora.
Tenho ciúme do vento
que passa por ti,
da água que lava
os teus sentidos
fazes minha sorrir,
sempre que dava
as sete baladas
do nosso encontro
onde davas,
tudo o que tinhas
e o nosso prazer encontravas.
Pelos teus olhos cor de mel,
pela tua voz doce e suave
aquilo que em mim é teu,
bate levemente sem que pare,
Alimentando esta chama esquecida,
desta paixão que no vento que fomos
deixar que a minha, tua, nossa vida
desenlaçasse em tudo aquilo que somos.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Esperança

Sentir um abraço onde dás
tudo o que te dou minha querida,
não sei o que a vida me trás
mas sei que serei teu para toda vida.
Vivendo vou levando no destino
todo um passado que não esqueço,
se por loucura estás no meu caminho
encontro-te nas noites que atravesso.
Nas vagas de um mar de tempestade
minha alma vagueia docemente,
se tudo o que dizes é verdade
que eu viva no futuro eternamente.
Entre o mar, a noite e a lembrança,
sinto perto o teu calor e em seguida
por nosso amor fico na esperança
de seres minha para o resto da vida.


terça-feira, 15 de novembro de 2011

Vagueando

Lutando e pensando a maneira
de encontrar uma saída de emergência,
tenho um abismo mesmo à beira
do limite da minha consciência.
Atingindo finjo que não penso nisso
mas pedindo que pare com isto,
quero a paz que tanto preciso
na dor, refugio, eu insisto,
na felicidade sou submisso.
Acreditava na descrença de acreditar,
metaformicamente acreditando,
na desdita que podia ditar
a forma contrária que eu ia contrariando.
Por mais tempo que eu conte
na esquina de um sonho dourado,
queria eu morar de fronte
da felicidade, já que tão magoado,
sigo por entre ruas dezertas
à procura de um pequeno nada,
que me possa trazer incertas
as certezas desta alma magoada.


quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Saudade

Porque é que a vida não nos une?
Procuro por ti todas as horas,
da nossa distância, negro ciúme,
consome-me a alma noite fora.
Solidão dói no peito, onde tu,
não estás e demoras,
tão longa a dor na tua ausência
neste coração onde tu moras.
Queria ter-te ao menos por um segundo
para matar a saudade desses lábios,
onde num sentimento mais profundo
mato a saudade que me mata,
já diziam os sábios.
Quando os meus olhos encontram
a doçura dos teus, onde me perdi,
encontro-me onde os meus nunca pensaram
ter a felicidade que enfim percebi.
Porque é que o destino roubou-me
ao menos um abraço teu,
a tua essência abraçou-me
no leito do que não aconteceu.
Chamo por ti imploro, por tudo, 
grito às nuvens no céu sem fim,
que como o vento corre o mundo
traga o teu corpo até a mim.
Olha para o céu e dá um sorriso,
nem a estrela mais brilhante,
tem o brilho, que eu preciso,
do teu olhar de diamante.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

É muito e

Não há qualquer explicação,
é voar para além do mundo
com os pés no chão,
por ti, sentimento profundo.
Sinto a tua falta,
quero-te aqui,
essa tua alma,
junto à minha sorri.
Queria-te pela noite fora,
saciando esta paixão ardente,
procuro por ti a toda hora
sem ser inconscientemente,
cada segundo que passa
chamo o teu nome, num grito,
dentro de mim não há quem faça
apagar a tua memória e tenho dito.
Fica nos meus braços só mais um instante,
aquece o meu peito com o teu calor,
deixa-me ouvir esse batimento constante
desse teu coração que não tem preço nem valor.
É mais que magia
juntos num misto
de paixão e loucura,
essa tua alegria,
contagia-me os sentidos
com a tua alma pura.
És Deusa de sonhos,
és Diva dos meus dias,
és a Paz em pesadelos medonhos,
com os teus olhos deliro, de paixão,
a minha alma contagias.
Não basta ter-te assim
a minha alma pede mais
esta paixão que sinto em mim
não passa, esquecer-te, jamais.
Recordação de toques na tua pele doce,
que às minhas mãos dão sentido,
desejaria o teu  corpo aqui
ou fosse onde fosse
eu dar-te-ia noites, que,
eu próprio nunca tinha tido.

Procuro nas nuvens o desenhos risonhos
mas não há nada mais lindo, na verdade,
as nuvens são como os sonhos
e tu és e foste única, essa é a realidade.