por entres rios e colinas
diz-me o que sabes, quem és,
porque é que nos sonhos me dominas.
O vento trás o perfume
fragmentos de lembranças,
do Luar já é costume
abraçar nossas esperanças.Se não sinto,
desminto,
digo que não minto
ao dizer que me devoras,
todo o meu ser
todo o meu querer,
está em ti a toda hora.
Tenho ciúme do vento
que passa por ti,
da água que lava
os teus sentidos
fazes minha sorrir,
sempre que dava
as sete baladas
do nosso encontro
onde davas,
tudo o que tinhas
e o nosso prazer encontravas.
Pelos teus olhos cor de mel,
pela tua voz doce e suave
aquilo que em mim é teu,
bate levemente sem que pare,
Alimentando esta chama esquecida,
desta paixão que no vento que fomos
deixar que a minha, tua, nossa vida
desenlaçasse em tudo aquilo que somos.