Porque é que eu continuo aqui?.
Vagueio por essas ruas onde ainda mora recordações, que fizeram parte da minha vida, que foi se moldando à sombra da minha pura estúpides. Quem não sofreu e lutou por amor, quem não passou por cima de tudo por um amor que nos é eterno na mente e no coração, que me atire a primeira pedra.
Vivo neste sofrimento profundo, caminhando pelo mundo.
Vagueio por essas ruas onde ainda mora recordações, que fizeram parte da minha vida, que foi se moldando à sombra da minha pura estúpides. Quem não sofreu e lutou por amor, quem não passou por cima de tudo por um amor que nos é eterno na mente e no coração, que me atire a primeira pedra.
Vivo neste sofrimento profundo, caminhando pelo mundo.
Eu não ando à toa, jogo para o ar, só me demonstram o que são, aqueles que agarram com as mãos, o que a inteligência não consegue agarrar.
Será que vale a pena? (Já dizia o Mestre, "Vale sempre a pena quando a alma não é pequena.")
Fazem parte de uma colmeia a produzir Falsidade, esse doce mel eu tenho o prazer de bebe-lo, não me faz mal, esse forte sabor de cheiro intenso apura-me os sentidos e fico cada dia mais próximo daquilo que chamam, um rapaz vivido, que já viu muita m*rda e já andou num chão caído.
Nunca me esqueço de quem me curou a ferida, merecia ter ficado de ferida aberta, porque eu admito que baixei me ao nível de gente de m*rda, mas é como digo, quem nunca fez loucuras por amor, que atire a primeira pedra.
Eu amei e soube o que era o amor, essa doença, que pode ser tão boa como má, a mim só me tirou tudo o que eu tinha, e o dom que tenho guardei-o dentro de uma gaveta, o pior erro da minha vida, vale a pena lembrar, não é que eu me esqueça.
Vou me levantando devagar, vou me erguendo aos poucos, apesar de estar louco... (em tom de voz baixo) "Xiuuu... Ninguém sabe...", " Vou vivendo por aí, sem saber o que fazer, dizer ou sentir." (Como se dizia antigamente).
Só faz falta quem está, hoje em dia é assim, nos meus tempos dizia-se: "Um por todos e todos por um", ou era na minha terra? Olha já não sei... Sei que não minha infância brincava aos Três Mosqueteiros, era feliz na minha inocência.
Hoje aquela inocência de outrora, se perdera com o tempo, com as almas que passaram na minha rua...
Das maiores dores a morte seguiu em frente, a solidão seguiu em frente, mas as que ficaram pertencem a um amor perdido.
Tenho muitos traumas; muitos medos; muitos segredos; e a minha loucura essa anda por cá a atormentar-me os dias, a fazer das noites sombrias, vozes atormentam-me num sim e não constantes...
Vou vivendo, vou aguentando, como se não me faltasse mais nada na vida, apareceu-me um amor... Mas o que é o amor? É aquilo que eu vivi? É a dor que eu passei? É as noites a chorar que eu perdi? São as feridas que fizeram-me arder a pele? É os amigos que eu perdi? É o dom que deitei pela janela? O que é o amor?
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