quinta-feira, 8 de setembro de 2011

In(compreensível)

São fracções de momentos caídos no esquecimento,
onde não cabe em mim,
recordações de momentos
em pequenos contratempos
que lhes ditaram fim.
Vê e rê-vê se tens vontade
lê e rê-lê o livro da tua história
onde encontras-te a tua liberdade,
se há vida na vida guarda os momentos na saudade.
Na escuridão onde encontro recordações,
momentos e pensamentos
caídos entre refrões,
entre os escombros dos sentimentos.
Nos olhos espelhos de calma,
nas mãos em toque de ternura
toca-me na alma!
em dias cinzentos, em noite escura.
Abri a janela, senti uma "mistura"
de místicas fragrâncias delicadas,
ao longe uma luz pura
do luar das madrugadas. 
Encontro num choro sentido
lágrimas que contam uma vida,
por mais que queira viver, tendo vivido,
dou outro sentido à "lágrima perdida".
Caminhos e trilhos que vamos traçando
por todo lado onde passo.
Vou aprendendo, vou caminhando
até encontrar um sincero abraço.
À muito que estou parado,
se parar é morrer,
eu ainda não estou do outro lado.
Há sempre tempo para mais um poema,
há sempre tempo para mais um fado.
Teimo em procurar a paz onde não a tenho encontrado.
Teimo em procurar algo mais imperfeito
num só momento, mas são incompreensíveis
e compreensíveis com o passar do tempo.

Sem comentários: