quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Pensa que...


Se por um desejo me deixasse embalar
então estarei sempre embalado nessas ondas,
nesse mar onde me quero perder
onde me quero reencontrar.
Nunca irei saber,
o que o destino nos trás, só lhe cabe
saber o que será de nós,
só ele sabe.
Tornar eterno os batimentos desta vida,
para que nela seja eterno o desejo
do insaciável que é a memória que dita
o sabor leve e doce de um beijo.
É o retroceder no tempo,
onde em crianças pesava-mos
que a vida era eterna,
abusava-mos de um passa-tempo
na vida que amava-mos,
trazia-nos um sentimento que nos governa.
O que me resta, o que nos resta?
Entregar-nos ao desejo que nos consome,
entregar-nos a loucura de uma noite modesta,
entregar-nos a um desejo com outro nome.
Vem até mim dispara no meu corpo
essas balas de ternura,
vem como a brisa e fala-me baixinho
ao meu ouvido, vamos viver uma aventura.
Quero respirar o ar que respiras,
quero ser a água que te mata a sede,
quero a verdade que duvidas
entrelaçando-me nesses braços que me prende.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Lembro-me quando

No toque das mãos
no encontro de um olhar,
no calor dos corpos
ao sabor do mar.
Na ondulação de um pensamento não realizado,
hoje já é tarde para aquilo que amanhã será passado.
Foi a primeira sensação de um sentimento nunca experimentado.
Quem me dera, quem nos dera
passar a barreira do tempo
para um passeio no passado.
Penetra-me na alma arranca-me os sentidos,
volta aos passos onde os passos vividos
nunca, olhares serão esquecidos,
palavras apagarão tudo o que tenhamos dito
o sabor da pele nos lábios já mais sentidos.
Olhar para as estrelas que marcam a rota
de um sentimento na pele vivido.
Quando esperas e desesperas
pelas palavras que eu também espero,
do outro lado do lado mais controverso
de sentir como queres e eu quero,
as palavras como se tocassem na pele.
Vesti-las e sair pelas ruas,
para ir-mos para o lado
onde as palavras despem
as nossas almas nuas.
Nas mãos trago fragrâncias
de um anjo quando estive no céu,
quanto mais perto maiores as distâncias
revertendo as distâncias
na sombra de um acto escondido
onde o acto já mais cai no esquecimento.
É não ter o desejo contido
no calor do certo momento.
Não, os corpos não querem esperar
por não haver momento certo.
Na incerteza de fechar de olhos
no aproximar de um beijo,
da-me certeza da incerteza
que tenho aos molhos,
que é mesmo esse o desejo.

domingo, 25 de setembro de 2011

Mútiplas sensações


Há sentimentos e emoções,
que não se esquecem facilmente.
São múltiplas sensações
batendo no peito levemente.
Quando procuras nas palavras
um sentido para caminhar,
não encontras nas estradas
o caminho certo para aliviar,
uma dúvida latente
que te deixa a pensar,
se continuas com o presente
podes não descansar.
Dá alívio à tua alma
mantém a calma
olha para a frente
quando a dúvida salta
não podes continuar.
Sonhos são apenas sonhos,
sejam tristes ou risonhos.
Mas com um olhar
cortas a respiração,
prendes o caminhar
com um toque da tua mão.
Mas entre muitos olhares
trocados em diversas direcções,
foi a forma de trocares
múltiplas sensações.
Fizeram te tremer,
sentir arrepios,
é o teu corpo sem saber
o que faz na dúvida
por não haver versos vazios.
Procura-me bem
vê se me achas dentro de mim,
eu continuo aqui,
se me procuras como ninguém,
vê que eu estou dentro de ti.
Na tua doce forma de me procurar
vais encontrar-me
na doce forma de existir.
Onde me queres encontrar,
para aliviar-te
nunca vais deixar de sentir.
Esta na cumplicidade do coração
que só partilho comigo,
por mais lindo que seja o refrão
sei que só partilhas contigo.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Entre o Céu e a Lua

É consequente de uma forma de pensar consciente,
quando brilhas nas palavras escritas,
maior sentido a sentir o presente
quando não são lidas e são ditas.
Prende-me à mais doce forma de sentir
num querer e não querer simplificado,
à forma mais complexa de existir
no entrelaçar de um sentimento acumulado.
Chama-lhe como quiseres mas vê com atenção,
quantas formas tem um sentimento.
Olha para dentro do teu coração
e diz-me o que sentes ao passar do tempo.
Não vale a pena esconder,
não vale a pena omitir,
nos olhos pode se saber
muito mais do que estamos a sentir.
No peito um desejo ardente
por aquilo que te estremece a alma,
palavras do coração que não mente 
que te arrepia mas devolve-te a calma.
Perde-te à vontade em qualquer lugar
seja no Céu ou na Lua,
é onde eu vou te encontrar
num fragmento de memória tua.
Escondo-me por entre os espaços
tento medir cada palavra ao falar,
por entre os meus sonolentos passos,
há coisas que nunca quis partilhar.
Também nunca me deram limites para sonhar.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Pensamentos

É difícil respirar quando a dor aperta-nos os sentidos, é difícil conter a raiva quando ela nos quer dominar. É difícil andar quando só me quero esconder. É difícil falar quando só quero desaparecer. Porque é que és tão forte? O que fiz para merecer?
Se Deus mandasse a morte,
sem forma de morrer
teria eu sorte
de desaprender a viver.
Pois maior é a dor,
que o consolo não dá fim,
é amargo o sabor
desta dor que há em mim.
Só sei que nada sei,
nada soube até então.
Sem aprender aprenderei,
como é viver com este meu coração.
Já nem sei o que diga,
as palavras já não são como outrora
esta dor já amiga
amanhã, ontem e agora.
Neste peito latente
bate coração sem saber,
se um destino segue somente
na forma mais certa de sofrer.
Se sentes expressa,
se queres conquista,
se sofres apressa,
segue e não desistas.
Eu não sou eterno,
a vida não para.
Mais palavras no caderno
dita que a ferida não sara.
A alma anda perdida,
meu destino anda incerto,
já pouco tenho de vida
o outro lado está mais perto.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Longa hora

Caminhar por entre as ruas,
ver-te passar e ter-te por perto,
com um só gesto e algumas
palavras num destino certo.
Na beleza do teu olhar,
procurei ver a tua alma
mesmo sem saber procurar,
dentro da beleza que me acalma.
Onde estás, não te vejo.
Procuro-te fora de mim,
cá dentro está o beijo,
recordação que não tem fim.
Esta ansiedade que me mata,
estar dor que me devora.
É magia, mas ingrata,
pois tenho te dentro e não fora.
Deste peito ardente
de saudade, longa a hora
passadas sem ter-te presente,
tornando fria a noite lá fora.
Pois o peito quente
de recordações passadas,
ao teu lado somente
é quente a madrugada.
Sem dar fim à solidão,
chamas por mim a todo momento,
como se o teu coração
não descansasse o sentimento.
Não vens para perto
afastas-te sem querer,
no nosso destino certo
só um pode viver.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Depois do amanhecer

Onde estão? Onde eu posso encontrar?
Aquelas doces melodias em palavras
Quem me faziam Sonhar.
Estão condicionadas
dentro de um peito magoado,
volta a andar pelas estradas
volta aos sentimentos do passado.
Palavras com sentido,
que emocionam o peito
por sentimentos vividos
cada um a seu jeito.
É lindo quando caminhamos
por ruas desconhecidas,
nelas encontramos
sentimentos, experiências de vidas.
As palavras são lindas
os sentimentos e emoções,
dos corações onde vindas
constroem lindos refrões.
Entra-me na alma,
entra-me nos sentidos,
trás-me de volta a calma
nesses versos coloridos.
Sentado na árvore lendária,
vejo o Sol adormecer.
Momentos em que lembrança é contrária,
há tristeza do meu ser.
Olha para a frente
para o mais lindo de um jardim,
é uma flor tão reluzente
que à tristeza dita um fim.
Dá tudo o que tens de ti,
seja tristeza ou alegria.
Pois eu vou estar aqui,
para o amanhecer de um novo dia.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Insónia dolorosa

A dor não adormece
continuo acordado,
lá fora amanhece
cá dentro continuo magoado.
A dor dá voz a alma
que fala em tom dolorido,
a solidão não acalma
este peito dolorido.
Onde andas nesta hora
pois eu encontro-me perdido.
Esta dor que não passa,
tem múltiplo sentido.
É difícil ver as horas passar
quando há algo que dói no peito,
sem conseguir encontrar
um alívio que seja perfeito.
Na maré dos enganos
ou na busca de uma lembrança,
por mais que lindo seja os anos
por respeito não comunico
certos momentos de criança,
que ao passado me remete
e a outras vidas me transporta,
há lembrança que devem ficar a sete
chaves de uma só porta.
A curiosidade mata
fala alguém que já está morto,
erro talvez ou experiência nata
que hoje deixa-me absorto.
Os primeiros raios de claridade
entram pela janela,
a dor que me invade
adormece o sonhar com ela.

Mágoa sentida

Hoje a alma está de luto,
perderam-se lágrimas preciosas,
a dor por mais que não queira
invade o peito de tristeza.
Hoje o céu está mais escuro
já não teve o mesmo brilho,
não construas um muro
à volta de tão lindo trilho.
As palavras são de consternações
pela revolta de uma vida,
uma mágoa em dois corações
lágrimas em lágrima perdida.
Por onde vagueiam o entendimento,
por onde vagueiam as palavras,
por onde vai o pensamento
na noite mal dormida em alvoradas.
Não muda o destino
que para a frente se encaminha.
Volta, tempos de menino.
Volta horas que a hora tinha.
Porque é que me marcas-te tanto
ó tempo, ó vida.
Porque é que o meu pranto
se entrega à noite perdida.
Porque é que dói e apertada
o peito em minutos dolentes,
da tal lágrima perdida
por palavras inconsequentes.
Já me perco em citações
sem conseguir descrição,
para a dor dos meus refrões,
para o aperto no coração.
Quero sentir novamente
as feridas em carne viva,
dói menos quando a pele sente
o que a alma trás cativa.
Hoje nada é igual,
tudo parece amargo
no sabor das palavras o sal,
das palavras que hoje trago.
Em todo o lado vejo dor,
até na nuvem mais alta.
Não sendo dor de amor,
é mesmo a dor da falta.




terça-feira, 13 de setembro de 2011

Leve brisa

Quando um toque leve de calma
vier numa noite de luar,
abraçar-te todos os sentidos da alma
e fazer-te sonhar,
então o gosto pelas palavras despertam
o sentido para poder caminhar,
por entre os caminhos da tua mente
onde ainda como uma criança,
nesse olhar inocente
onde inunda a esperança,
por dias melhores e com mais cor
com mais carinho
e onde obtenhas mais amor.
Com uma leve brisa
vês os teus cabelos no ar,
a mente paralisa
e o sonho pode voar.
Nessa incompreensão pode haver
respostas para o que procuras,
um sonho pode ter
mais do que mensagens obscuras.
Num luar cheio de emoções
nas noites que vagueio sozinho,
encontro milhares de refrões
e no ouvido ouço um sininho,
que na doçura do seu bater
embala-me a noite e esqueço o frio,
tento apenas entender
o porque da minha mente ser como um rio,
levando na corrente as dores
e as mágoas  do passado,
no presente ficam as cores
de um arco-ires encantado.
Em um toque ardente
a tua alma volta a sonhar,
mesmo que inconsciente
não podemos deixar de voar.

Vê se sentes

Cansado e vidrado numa forma sem sentido mais passos em passos perdidos com versos controversos de momentos vividos nos mais diversos pensamentos que passam pela minha cabeça no brilho das estrelas sem parar olhar para a frente e continuar a lutar por um objectivo sangue guerra e vitórias quando caminho sozinho pelas ruas do meu caminho tenho te ao meu lado para cura e alivio de um sentimento complexo e lindo será que entendes o que te tenho dito não sei não percebo sequer o que tenho escrito será que faz sentido quando no final do túnel há um ponto final algo que termina num inicio fatal letras e cometas se lunático o mais volátil e frágil quando tudo parece estar a um passo para descobrires no meio das palavras um sentido que mostre o que eu tenho vivido metamorfose da alma quando criança anda em jardins floridos na anatomia da alma descobres que vives para morrer e e morres por viver eu morria por mais um minuto contigo e valia a pena tudo o que já tinha dito sei que nada sei sabendo que vou te mudando e vou te tendo mas até quando estarás ao meu lado e se partires vais relembrar o passado e guardar-me no lado bom do teu coração onde no meu tens estado amor e carinho tem faltado tenho sobrevivido e desgastado momentos de vida bem passados superando os maus quando ao meu lado tenho os meus fantasmas será que os conheces e conheces-me tão bem como outros em outros lugares conhecem olha para dentro de mim e não pelo que passas-te se estás mal eu também estou estamos no mesmo barco tu e eu... Seria diferente ou igual a mesmo monotonia esta no mesmo lado que os dias quando digo que eu próprio já não penso e não sei o que digo não minto nem omito porque é que tem de ser assim entrar em pensamentos para fugir de mim deixar falar algum que um dia se escondeu e hoje brilhava mais o céu já não sei perdi-me talvez tenha ficado para trás num ponto qualquer que não consigo saber qual foi sombrios os dias que passei sem pensar na vida no que seria o que foi e o que será que sou assim tão diferente ou tão igual a todos os outros tornei-me intolerante a tal ponto que qualquer coisa inerva-me e calei-me no que toca a falar de mim... Cada dia é mais um dia e perdeu-se o significado que os dias tinham porque é que estou aqui se já nada faz sentido se já não há sentido cá dentro cansado de pensar de ver de observar imaginar que tudo poderia ser diferente e que tudo eu podia mudar tenho tido cuidado com as palavras que eu digo mas quanto mais eu cuido menos cuidado tem comigo saem disparadas como balas e não consigo ao mesmo tempo passar para o papel desde quando era pequeno até a maior não somos grandes mas apenas damos a ser visto o que temos de melhor cai cai mais pensamentos e eu entendo que não é por passatempo que vou escrevendo...

Vagueando

Ouvi os teus passos cada vez mais distante,
a tua voz não consolava-me os ouvidos,
como dantes,
as ruas ficaram frias e vazias,
tal como diziam as bocas mais sábias
da minha própria sabedoria.
Onde te escondes, não sinto o teu perfume.
Será que estás onde, a paixão, outrora era lume
ou deixaste-te queimar, no fogo de uma ilusão,
que, diferindo de mim, não te soube amar.
Chamei à noite por ti tantas vezes,
nunca hei de parar,
voz como amor, que nunca há de acabar,
na esperança de que chamando por ti, um dia hás-de voltar.
Aquele lado brilha mais, é mais feliz e iluminado,
pelo brilho do teu olhar que se esconde do outro lado.
Abrem-se as porta e as janelas por onde passo,
não dou por elas abertas e envolvido no meu cansaço,
vou 'dando de beber à dor' totalmente embriagado.
Restam os fragmentos de dor, no meu peito destruído,
ainda há restos de verdade, a que à mágoa,
deu mais sentido.
Mais valia viver e nunca ter vivido.
Desapareço entre as palavras,
onde não sou visto,
se disse mais do que ouvis-te,
então não deveria ter dito.
Guardo dento de mim tudo o que vejo e não digo,
guardas em ti tudo o que sentes, num segredo bem escondido.
Arranca-me do peito o coração, meu bem,
mas não te esqueças estás dentro dele
e se o matas morres também.
Se entrei dentro de ti e fiz-te pensar que não era assim,
diz-me tudo aquilo que sentes para entrares dentro de mim.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Como se esquecesse

Saber que a alma não está vazia,
ainda sentia toques de magia
e à medida que a inspiração fluía
a sua alma se despia.
Talvez não conseguisse
se não tivesses palavras certas,
se não ouvisse
novos rumos em muitas metas.
No toque doces das palavras,
onde se tem sob-entendido
que há sinceridade onde são raras
e há paixão no que está lido.
Caminhei por entre as ruas
onde há muito não passara,
por entre as almas nuas
vi as que mais me magoara.
Mas o que há de certo na vida
tarda a chegar,
já não anda perdida
a vontade de não chorar.
Dentro das palavras de emoções
num turbilhão de sentimentos,
há milhões de lições
que vou captando nos tempos.
Corro para ver um luar,
corro para ver as estrelas.
Não há palavras que possam pagar
o valor de poder "telas".
No vazio entre o escuro
o brilho que senti,
foi mais que sentimento puro
no momento que vivi.
Numa noite só com o pensamento
olhando para trás entre o mundo,
está mais que o sentimento
de espera por um verdadeiro tempo
em que o sonho esquece a dor num segundo.

domingo, 11 de setembro de 2011

Cocktail de palavras

Onde me vejo perdido caído na escuridão,
onde tudo o que vejo não faz sentido
seguindo o caminho do coração
para encontra o brilho, à muito escondido.
Há muito que não havia em ti
o que hoje há em mim todos os dias,
são palavras de tudo o que senti
no inteiro de tudo que sentias.
O espelho da alma que vagueia
nunca se distância por saudade,
da bela essência que clareia
o caminho para um olhar com verdade.
No mero acaso de um encontro,
muito mais que simples magia
são místicas maravilhas
de uma doce melodia.
Nem que fosse por pouco
mas ainda tinha fé
de receber esperados braços,
entre os muitos estilhaços
que me mantinham de pé.
Hoje um sorriso franco
de uma existência singela,
enchendo o peito de encanto
por uma pintura sem tela.
Posso sair hoje rumo a uma estação,
levo a consciência tranquila
que nem mais um toque aniquila
o sentimento que tenho é apenas perdão. 
 

sábado, 10 de setembro de 2011

"Apenas" mas completo...

Pequenas fragrâncias fazem despertar para um novo dia,
pequenos pensamentos vagueiam em mim de noite e de dia.
Grandes momentos despertam uma alegria
de ir em busca de uma magia.
Horas incertas na certeza das horas,
solidão na companhia do vento lá fora
encontrando um propósito
no impróprio do agora.
Dando entendimento ao cair da noite,
entendendo a vinda de um novo amanhecer.
Voltar atrás no tempo,
com o poder das palavras que vou lendo
percebo que a vida não é feita
de momentos parecidos
no quanto de diferente temos.
Na queda procuro forças onde me agarre,
as lições são vitais, fazem com que o corpo não pare.
Se cai uma lágrima na noite
e as palavras dão vida,
cai uma lágrima na noite
é a essência mais linda.
Do pouco, um muito
do nada que tenho no olhar.
Onde quer que me procures
olha à volta e vais encontrar,
nas palavras vivências
para um novo acreditar
num dia melhor,
em um novo luar.
Completando apenas
com vida e dando de mim,
para que o sentimento
seja sempre diferente
nas palavras que não têm fim.
Quero mais palavras
para mais emoções
desprendendo as amarras
das antigas recordações.
Faz-me sentir vivo
mostrando as tuas pulsações.
Onde estão perdidos
os mais lindos refrões.
Mostra que não paras a luta
sem deixares de enfrentar,
até onde o corpo e a mente aguenta,
mais vale esquecer, mais vale sonhar.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

In(compreensível)

São fracções de momentos caídos no esquecimento,
onde não cabe em mim,
recordações de momentos
em pequenos contratempos
que lhes ditaram fim.
Vê e rê-vê se tens vontade
lê e rê-lê o livro da tua história
onde encontras-te a tua liberdade,
se há vida na vida guarda os momentos na saudade.
Na escuridão onde encontro recordações,
momentos e pensamentos
caídos entre refrões,
entre os escombros dos sentimentos.
Nos olhos espelhos de calma,
nas mãos em toque de ternura
toca-me na alma!
em dias cinzentos, em noite escura.
Abri a janela, senti uma "mistura"
de místicas fragrâncias delicadas,
ao longe uma luz pura
do luar das madrugadas. 
Encontro num choro sentido
lágrimas que contam uma vida,
por mais que queira viver, tendo vivido,
dou outro sentido à "lágrima perdida".
Caminhos e trilhos que vamos traçando
por todo lado onde passo.
Vou aprendendo, vou caminhando
até encontrar um sincero abraço.
À muito que estou parado,
se parar é morrer,
eu ainda não estou do outro lado.
Há sempre tempo para mais um poema,
há sempre tempo para mais um fado.
Teimo em procurar a paz onde não a tenho encontrado.
Teimo em procurar algo mais imperfeito
num só momento, mas são incompreensíveis
e compreensíveis com o passar do tempo.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

No 5º dia do 7º mês.

Não acredito só quando é preciso,
eu cresço e contextualizo
as formas frásicas no tempo que é preciso,
entre fragmentos de segundo vou recebendo
amor e carinho que nunca tinha tido,
pergunto-me se era complicado antes
ter acontecido tudo isto.
Não tinha tido nem metade
de todo o trauma sofrido.
Não sei se nada sei
mas ao menos tenho juízo.
Hoje no olhar de um cego,
se passar pelo mesmo caminho
digo, que já tinha isto visto. 
Se ando até ao fundo da rua
vejo não só almas de perto
mas também vejo alma a nua,
quando pergunto quanto tempo tem a vida?!
Ela, responde que ainda dura.
Se eu corro contra o sol
corro sem ressentimentos,
expressando em linhas os meus sentimentos,
Só 3 amores na minha vida são verdadeiros,
a quem dedico todo o meu amor e carinho
imaginando a cara do meu irmão
quando de coração dermos-lhe um sobrinho.
Precisando do teu apoio tenho sempre o teu carinho.
Novos caminhos uma só mudança,
encho o peito de esperança
quando tu, carinhosamente,
não me sais da lembrança.
Sinto-me feliz, grito às estrelas
a ti eu pinto em telas,
o teu amor são batimentos do meu coração
se tu és a música eu sou o refrão.
São "linhas" que vão tecendo a nossa canção,
o fado foi decisivo para esta união.
Entre muitas lágrimas deitadas ao vento
passou alguns meses mas ao mesmo tempo
crescia em ti o que havia em mim, o tal sentimento.
Palavras não chegavam para as noites
e para o momento.
Em que declarávamos em olhares o ia no olhar,
disse naquela noite mais do que possas imaginar,
numa estrela via cores em tons coloridos isso é amar.
Sonho todos os dias e ao acordar.
Fica comigo só para poder respirar,
essa ar tão puro que sai da tua boca a cantar.
Para a nossa vida eu tenho um plano,
começou no 5º dia do 7º mês deste ano.

Palavras não chegam.