quarta-feira, 23 de março de 2011

Doença sem cura

Nas noites que me deito, nos dias que me convenço, que tudo tem um principio, no fim que eu penso. Nos dias que passo, as ruas que corro, minha mente aos embaraços, ditam as horas que morro. Entre um pensamento e outro, entre o passado e o agora, encaixo tudo em um todo e nas memorias lá fora. Vai passando tempo por mim, passam as almas que vagueiam a meu lado, vai chegando a meta e o fim, para o presente, futuro e passado. A solidão é o preço, a vida o pagamento, dentro de tudo que mereço, está aquilo que eu penso. As mágoas não são como as feridas, não é em uma semana que são curadas, eu também as tenho despidas, correndo comigo, nas madrugadas. Tenho o meu tempo ocupado, com o Fado, bom companheiro, é pena, mas ainda não estou curado, de uma paixão e amor verdadeiro. Levei tempo para compreender as mentes do ser humano, cai dentro desses embaraços, sofri a dor dos enganos. Das dores que me faz chorar, é aquela que trago no peito, sofri por amar, dói quando acordo e adormece quando me deito.

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