Sei que docemente vais passar
por este lugar que chama o teu nome,
nessa doce forma de chegar
vais matar essa sede que te consome.
Por onde andas, chamo por ti
não te vejo e nesta ânsia de chegares
quero te mais do que a mim,
posso correr por muitos Luares,
sem ti, as noites não têm principio
e eu não encontro o fim.
A dor já encontra o que outrora
abandonara sem qualquer temor,
onde estás? Não te encontro agora,
para matar esta angustia que trás a dor.
Por um dia ou por um segundo
devolve-me aquela alegria,
devolve-me aquele sentimento profundo
naqueles segundos de magia.
Caio nas lembranças e até elas,
deixam-me o peito mais dolorido
por não te ter e ter-te nelas,
sem te ter elas não perdem sentido.
Pois por mais que eu queira
juntar-nos para um momento,
o destino teima e contraria
toda a minha vontade e sentimento.
Sinto-me só com esta amargura
com este meu peito dolorido,
tenho sede dessa tua alma pura
e sem ti a minha vida perde sentido.
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