quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Pensa que...


Se por um desejo me deixasse embalar
então estarei sempre embalado nessas ondas,
nesse mar onde me quero perder
onde me quero reencontrar.
Nunca irei saber,
o que o destino nos trás, só lhe cabe
saber o que será de nós,
só ele sabe.
Tornar eterno os batimentos desta vida,
para que nela seja eterno o desejo
do insaciável que é a memória que dita
o sabor leve e doce de um beijo.
É o retroceder no tempo,
onde em crianças pesava-mos
que a vida era eterna,
abusava-mos de um passa-tempo
na vida que amava-mos,
trazia-nos um sentimento que nos governa.
O que me resta, o que nos resta?
Entregar-nos ao desejo que nos consome,
entregar-nos a loucura de uma noite modesta,
entregar-nos a um desejo com outro nome.
Vem até mim dispara no meu corpo
essas balas de ternura,
vem como a brisa e fala-me baixinho
ao meu ouvido, vamos viver uma aventura.
Quero respirar o ar que respiras,
quero ser a água que te mata a sede,
quero a verdade que duvidas
entrelaçando-me nesses braços que me prende.

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