Se
por um desejo me deixasse embalar
então
estarei sempre embalado nessas ondas,
nesse
mar onde me quero perder
onde
me quero reencontrar.
Nunca
irei saber,
o
que o destino nos trás, só lhe cabe
saber
o que será de nós,
só
ele sabe.
Tornar
eterno os batimentos desta vida,
para
que nela seja eterno o desejo
do
insaciável que é a memória que dita
o
sabor leve e doce de um beijo.
É
o retroceder no tempo,
onde
em crianças pesava-mos
que
a vida era eterna,
abusava-mos
de um passa-tempo
na
vida que amava-mos,
trazia-nos
um sentimento que nos governa.
O
que me resta, o que nos resta?
Entregar-nos
ao desejo que nos consome,
entregar-nos
a loucura de uma noite modesta,
entregar-nos
a um desejo com outro nome.
Vem
até mim dispara no meu corpo
essas
balas de ternura,
vem
como a brisa e fala-me baixinho
ao
meu ouvido, vamos viver uma aventura.
Quero
respirar o ar que respiras,
quero
ser a água que te mata a sede,
quero
a verdade que duvidas
entrelaçando-me
nesses braços que me prende.
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