Ando cansado de querer
meter o mundo normal,
quando a rotina de viver
foge do habitual.
Viver para ver
que és imagem esquecida,
na caminhada que vais tecendo
à imagem da tua própria vida.
Já me ia esquecendo,
sem querer vou dizendo
que a tua alma despida,
por minhas mãos sentidas
já mais esquecerás,
do 1º toque, até à despedida.
Saio deste embaraço
não notas mas embora,
seja curto o espaço
de tempo, eu
faço e rê-faço,
tiro este cansaço,
da minha cabeça.
Sem volta
agarro-me
a sorte que se solta,
para eu a pegar.
Vê-lá se te lembras
que nos meus poemas,
entre os meus fonemas,
há uma forma de estar.
Deixa-te estar,
eu cá vou nessa
vou ver se pego outra Vanessa
e a meto no altar.
Deixa lá...
nem que eu fosse louco
não faria por tão pouco,
o preço da minha alma, por pagar.
Mete-me 1 quilo
de juízo "nessa tua cabeça",
não te metas com outro estilo
para que ninguém
não se esqueça,
que o teu nome afinal
não é Vanessa,
e tudo acabou
porque tinhas pressa,
de acabar isto comigo
pois tinhas outros à espera
de novas promessas.
Achas ainda
"que Eu, tenho dois dedos de testa?"
não se contesta
a testosterona
que deitávamos
na cama quando eu te mexia na....
Vergonha, da hora
que agora imploras
para não voltar,
se eu fosse a ti
também não me queria
naquele mesmo lugar!
Vá, sem mágoa
nem ressentimento,
guarda-me na tua página
do "ESQUECIMENTO".