sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Onde andas

Diz-me se te perdes-te,
diz-me à sombra do tempo,
pois tudo o que me deste
levas-te contigo no momento.
Porque é que te vais
sem saber quem somos,
caio no beijo onde cais
no silêncio do que fomos.
Será que compreendes
assim como eu expresso?
Será que não te perdes,
onde procuro um regresso.
Onde ficaram as promessas,
as juras estendidas ao Luar,
só peço que não te esqueças
o que foi o intenso esperar,
que chegassem sem chegar,
do que sonhas sem sonhar.
Sei que sem destino
estamos destinados,
ao castigo do que sinto
onde somos esperados.
Sei que não irás chegar
de onde partiste, o fim.
Pede aos Deuses do Luar,
que não te façam chorar por mim.

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