No
cruzar das marés que me calas.
Na
voz doce, triste e magoada,
ver
que no silêncio daquelas almas,
na
leve tristeza daquela vaga.
Corre
a brisa que te leve
para
perto o muito ausente,
levemente
o frio e a neve
levaram
a lágrima dolente.
Na
chama da paixão que se desvanece,
quando
o esvair duma saudade
no
teu peito dorme, o sentimento tece,
a
dor nas ruas daquela cidade.
O
som das ruas, entre a maresia,
que
a vaga do mar se desprende,
cheira
à saudade de alma vazia
com
sabor aos beijo que se rende.
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