Ainda sabia que seria longe para ser alcançado
mas não tão longe, quando à distância
daquilo que não fizeste mas tens cobrado.
Dentro de tantas certezas, a incerteza dos teus actos
é o que me tem consolado...
Lutei para que fosse diferente
já sabes, tenho poucas palavras e tornei-me ausente,
continuo aqui no mesmo lugar
onde por um passo de magia
não me procuraste mas eu soube te encontrar.
Os ''meus'' fantasmas, são a única ilusão real que tenho como companhia,
conhecem os passos que ninguém se deu para conhecer
fazendo companhia nas ruas frias e vazias.
Também tenho na balança os outros pesos...
não há que preocupar quanto a isso
sei que errei e admito quando for preciso,
deixa que ''eu'' não vejo tudo pelo lado negativo.
Quando tenho escondido de tudo e de todos
as dores que me causam lágrimas que me caem
no rosto ''sozinho'',
talvez ainda seja fácil dar um sorriso...
Não me mata a morte que a todos há de levar,
se eu não de-se mais que ''benefícios''
não voltaria ao mesmo lugar.
Mas continuo em silêncio
para que ninguém saiba da dor
e venha atrás por pena ou caridade,
quanto vale o valor da liberdade?
Pode doer menos ou no mesmo par de igualdade,
quando por uma lágrima viria-se a matar.
e por um pedido deu se voltas à ''gravidade''
eu continuo aqui... Mas se estou a ser injusto
quando o único equilíbrio que pedi não se pode alcançar
''Mais vale partir, para nunca mais voltar''
Mesmo assim ''eu''...
continuo aqui... no mesmo lugar...
não são julgamentos,
não somos ''maus'', são sentimentos...
ainda vamos a tempo de mudar
não serão argumentos que fará a mudança,
são "ACTOS INJUSTIFICÁVEIS" que abrirão portas à ''esperança''
(mudança de pensamentos)
por mim não mas por alguns ''perdida''.
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