sábado, 26 de dezembro de 2009

Pedaços perdidos...

Bate o frio gélido que me aquece,
Quando tenho tudo de trás para a frente.
Só o calor me arrefece,
A alma que já vai distante,
Perdida nas linhas do meu fado
Que me sepultou,
Na dura batida de sua tristeza
Não voltes vida como dantes,
Cala-me, oh doce frieza,
Que os sentidos me adiantou.
Como se disso fizesse o lema
Para arrastar coração triste
Caindo na alegria
Que na tua presença existe,
E a solidão, melancolia instalada
Quando de ti me vejo ausente.

Oh latente peito
Bate bate sem parar
Pois se bates por bater
Sem sentido encontar
Eu vivo por viver
A espera que a morte
Venha me buscar,
Mas se ela em seus braços
Não me quer abraçar
Então deixa-me viver
Oh espírito enclausurado
Em pensamento e sentidos
Que não são mais que espelhos
De vida vividos.
Que não são esquecidos
E que trago nos meus Fados
Passado daquilo que fui
Presente do que sou
O meu destino longe se conclui.
Vagueei no meu pensamento descontrolado
E tudo o que acontece minha razão já ditou.


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