Porque é que o sonho me trás
lembranças que quero esquecer,
sendo que a ti não quero voltar.
Só assim eu volto atrás
para em ti me perder
nesta estranha forma de amar.
Porque é que a vida nos condena
a matar o amor por um orgulho
nesta vida que tenho sofrido,
pela distância que envenena
a solidão em que mergulho
o meu peito dolorido.
Ainda me lembro de ter dito
palavras que o coração
se torna escravo dia-a-dia,
meu amor é um infinito
que junto desta paixão
se entregou à tua magia;
Não me deixar descansar,
este peito tão cansado,
de chamar por ti todas as horas,
horas que teimam em não passar
este este ser tão magoado
pergunta pelas tuas demoras.
Quero voltar ao vazio
que a minha alma se encontrava,
quero sentir de novo o frio
que à minha alma congelava.
E só assim de ti me vou esquecer,
pois esta lembrança não desata
do meu peito que a vida por castigo,
fez questão de conhecer
e este amor que me mata
um dia morrerá contigo.
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