terça-feira, 24 de julho de 2012

Eu, apenas

Sou poeira de um caminho
que não voltas a pisar,
perdido no teu carinho,
na loucura de te amar.
Ao passar da tempestade
este tormento magoado,
pede à minha saudade
que não voltes para meu lado.
As ruas em segredo,
teimam em chamar por mim.
Pois até elas têm medo,
da solidão que trás o fim.
Esse teu falso coração
vai batendo docemente
e a porta da solidão
ficou o meu tão cegamente.
Já não ligas as palavras
se as vês não sei,
sei que os beijos que me davas
nunca mais eu te darei.
Não me queiras enganar,
apaga-me da tua memória,
se sabes o que é amar
deixa-me apenas na tua história.


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