quinta-feira, 14 de junho de 2012

Sentimento

Onde estão as palavras,
onde está o sentimento,
para onde foi o tempo
em que a sorrir me encontravas.
O tempo marca a gente
no passar, ficando as memórias.
No passar das horas lembro vagamente
de tais risos, tais contos, tais histórias.
Quanto vale a alegria de viver?
Quanto vale a força de querer?
Sebes que nem tudo foi alegrias,
mas o tempo supera as nostalgias.
Ainda cá vens partilhar comigo,
aquilo que sinto, tua forma de vida.
Como outrora, hoje não consigo,
levaram de mim e hoje anda perdida
a alma que dolente hoje caminha,
por entre os vales, montanhas e montes,
levando com ela uma dor só minha
que não percebes, não vês, mesmo que apontes.
Não tenho qualquer dom ou qualidade,
não tenho nada mais que se note ou se veja,
nem tudo na vida resume-se à idade
mas sim ao que vivi e quando digo é com certeza.
Já vi tantas coisas no Luar,
nas noites de solidão onde o frio aquecia,
os meus sentidos, a forma de pensar
e a própria vida que me esquecia.


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