Cria-se a revolta
a calma não volta,
se vais deixo-te ir
um dia hei-de te ver sorrir.
Por ai ou por aqui,
para onde vais?
Não sei,
não quero saber.
Já me basta
encarar o teu passado,
ver que fui apenas
uma brincadeira
do teu lado.
Histórias
deixo-as pela Serra,
os contos que conto
já os deixo pela terra.
Viciaste o meu ser,
viciaste-me a alma,
quero que a distância
mate a dor da tua falta.
Espero mas se voltares
jamais te esqueças,
que fostes
sem te importares,
da revolta não me impeças.
Pensa que,
não estou apenas magoado,
não estou apenas desiludido,
pois quando tive ao teu lado,
dizias ser a primeira vez
que aquilo se tinha sucedido.
Para além de tudo
eu sou teu amigo,
se quiseres vem ter comigo,
não venhas é tarde
pois podes não me encontrar
onde eu me encontrava contigo.
Se sou revoltado?
Não, nunca tenho razão.
Mas um dia que olhes
para aquilo que eu vi,
talvez dirás que eu tinha
razão para ter sentido
tudo aquilo que senti.
Por que é que me fizeste isto?
Por que é que eu me fiz isto?
Concordo que a loucura
de uma paixão sem limites,
deixa-nos à porta da procura
de preencher um vazio,
vazio já eu estou
eu sou vazio,
apenas entraste no vazio
que eu sou e tu não vês.
Sem comentários:
Enviar um comentário