sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Uma palavra não chega para descrever a Caneta

Era uma criança inocente,

já pensava na vida

no futuro, passado e presente.

Olhava para todos os lados

imaginava mil coisas

iniciei-me logo nos fados

investi todas as forças.

11 anos de idade

caminhava pelas ruas,

nuas e cruas

sem ter maldade.

Pensava mais um instante

e já queria ser “gente grande”

passava pelas montras

e via numa estante,

aquilo que eu sonhava

e apreciava

chateava a minha mãe

a ver se ela comprava,

ela dizia sempre que

naquele momento não dava.

Mas eu insistia

e ela dizia:

Ouve lá “criança gigante”

aquela Caneta é para “gente grande”.

Eu dizia: (maroto)

Vá lá mamãe

dá-me aquela Caneta

nunca tive uma assim,

será que com o dinheiro das gorjetas

do café onde eu ajudava

dava para comprar a Caneta

que eu tanto sonhava

faltou, foi por pouco

mas a mãe ajudava.

Escrevi, rê-escrevi

e voltei a escrever

guardei e estimei a caneta

que não queria perder.

Foi preciso mais 8 anos

para que depois de tantos enganos

erros ire-tornáveis

finalmente percebesse

que há poucas mas verdadeiras

relações amigáveis.

Não quero que deixes de escrever

para continuares a crescer,

por isso confio-te a Caneta

que me viu crescer.

É uma honra tê-la nas tuas mãos

sei que darão bons frutos

ensinamentos maduros

a uma nova geração.

Aproveita todas as linhas

pois tudo nasceu de uma canção

tens o teu lugar dentro do coração

de quem te deu a Caneta

para mais um refrão.



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