quinta-feira, 15 de abril de 2010

Caminham Incertos?

Onde se esconde minha alma vazia,
onde se encontra minha alma fria,
cheia de tristezas e poucas alegrias,
segue sem luz na noite sombria.
Onde estás? Para onde foste?
Não sei quem és, nem de onde vens,
não sei como pisas, nem o que tens.
Vai distante a memória
que me lembra de ti,
não sei se te conheço ou se te esqueci,
com meu destino incerto não sei se te vi,
sobra me só a lembrança do que te ofereci.
Tudo o que eu tinha nas mãos,
escorreram como água rumo ao chão,
perderam-se os sonhos de futuro
vivem do fruto maduro,
desprezam-no ao apodrecer,
esquecem se os céus quando anoitece,
lembram-se do céu ao anoitecer.
Confusos, caminham em linhas tortas,
sem saber o que fazer às almas já mortas,
mortas de desgostos e desilusões,
que as vivas almas proporcionam aos seus corações.
Andando sem rumo e sem destino,
apenas quero seguir o meu caminho,
a minha alma à muito já morta,
segue fria sobre a linha torta.
talvez como uma Félix renasça das cinzas,
aguarela pintada a várias tintas.
te peço para que não mintas
e olhes para ti antes de dizeres que sou diferente,
apenas tenho uma visão,
diferente de outros tipos de gente.
Se sabes do que falo,
não digas que és igual a mim,
acredita apenas que a nossa alma não tem fim.
Se ficas-te confuso, não digas que não sabes nada,
tira como conclusão que não andamos na mesma estrada.
Mas se compreendes-te tudo o que digo,
então podes dizer : - Sou teu amigo.
Se achas-te apenas uma barbaridade,
acredita que talvez não tenhamos a mesma idade.
Esta velha alma cansada de andar,
caminhou por ruas onde também podes caminhar.
Só queria que um dia soubesses verdadeiramente,
o sentido do verbo respeitar...
Também desrespeitei não fico impune,
por este sentimento que também nos une.
Porém nunca tive essa intenção,
levo mais que palavras, levo um coração.
Será que não vês, não entendes?
Diz-me então apenas o que sentes.
Se te toquei na ferida peço desculpa,
não era a minha intenção,
a minha consciência vagueia,
por todo lado, até por onde deitas a mão.
O que é feito de ti, se nem tu próprio
minimamente te conheces,
não quer dizer que respeito não mereces.
Onde se esconde os teus medos?
Dentro dos teus olhos e nos teus segredos.
Onde se esconde a tua voz?
Num sítio vazio, onde nunca estivemos a sós.
As minhas almas caminham comigo,
não vale a pena dizeres que caminham contigo.
Apenas eu sei porque o digo,
o maior dos segredos que sigo,
não passa por entre os dedos nem pelo que digo...

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