sábado, 1 de maio de 2010

...

Se ouvisse todas as palavras que não me dizes,
se em sonho viesses dize-me ao ouvido
tudo aquilo que eu quisesse ouvir de ti,
aquilo que tens de mais escondido no peito
não seria diferente, talvez me falte o dom e jeito.
Se eu tivesse apenas mais um pouco de tempo,
conseguisse aproveitar mais o momento,
dizia-te as palavras que já vão soltas pelo vento,
tudo o que sinto e fica em mim escondido.
Brisas de vento e um grito perdido,
ao por-do-sol num doce entardecer,
não me mates o coração pois estás dentro dele
e doía imenso ver-te morrer.
Já lá vão os sonhos que em noites em claro,
sonhei que te via, sonhei acordado.
Entre pedassos de memórias
entre os dias de luta e os dis de glória,
vou escrevendo novas histórias
num só livro que levo comigo.

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